63% das lojas e-commerce na Europa violam direitos do consumidor

em out 27, 2016:por

Redação Next Ecommerce

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Um levantamento realizado pela Comissão Europeia de e-commerce mostrou que 63% dos clientes no continente já tiveram problemas com informações faltantes, imprecisas ou incompreensíveis sobre o “direito de arrependimento” de um produto. A entidade obteu s números após uma varredura da Comissão, da qual foram alvo 697 lojas de comércio eletrônico.

De acordo com o estudo, um a cada três websites apresentam detalhes incompletos sobre as suas lojas, enquanto 20% fracassam ao tentar entregar ao consumidor uma forma clara de anunciar preços ou condições dos contratos.

Depois da varredura, 436 empresas e-commerce foram diagnosticadas com alguma irregularidade. Dessas, 88% se mexeram para corrigir as falhas, enquanto 83 sites não se adequaram às normas e serão processados.

Direito de arrependimento

Diferentemente do Brasil, nos países participantes da União Europeia o direito ao arrependimento é de 14 dias – aqui, o período para um cliente desistir da compra sem necessidade de alegar motivos é de sete dias.

Na malha fina, a Comissão Europeia descobriu que dois em cada três lojas e-commerce não disponibilizavam todas as informações sobre direito de arrependimento requeridas pela legislação do continente.

“Websites não tinham uma política para esse direito da forma como prevê a lei, ou não informavam o cliente sobre o número exato de dias que o consumidor tem para desistir da compra”, afirmou a entidade.

Além disso, um em cada três lojas e-commerce dispunham de poucas informações sobre os comerciantes. A comissão encontrou, por exemplo, empresas que não divulgavam o endereço comercial ou o nome completo do comerciante, algo requerido pela legislação europeia em compras pela internet.

A Comissão Europeia também mostrou preocupação com o anúncio de preços. Autoridades descobriram que 21% das lojas apresentavam dados imprecisos sobre o preço ou condições de contrato antes de uma aquisição ser finalizada.

Já uma pequena parcela (18) das empresas incluídas na malha fina não continha esclarecimentos claros sobre o produto vendido ou o serviço contratado em seu site.

Fonte: Ecommerce News Europe (E-commerce Brasil)

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