8 Elementos de design que estão próximos do fim

em fev 05, 2014:por

Victor Ferrante

Victor Ferrante é formado em Publicidade e Propaganda pela PUC-SP, fascinado por e-Commerce e design. Colaborador da eNext e NextEcommerce.
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Elementos de design próximos do fim

Quando estamos fazendo o layout de nosso ecommerce devemos ponderar alguns elementos que estão caindo em desuso, nessa lista coloco 8 itens que talvez em alguns anos se extinguam.

1. Menu em Drop-Down

Menus em drop-down têm sido recorrente nas interfaces de usuário desde o nascer da internet. Inúmeros sites continuam a usar as listas em hover-state como um pedaço crítico da navegação, porém, como as tendências apontam para sites completamente responsivos e designs que funcionam em todos aparelhos, não haverá muito tempo restante para esses menus.

Do modo conhecido atualmente, o menu de drop-down não consegue funcionar em plataformas onde o conceito de “hover” não existe, como tablets e celulares. Como o movimento “primeiramente mobile” continua a ganhar força, navegação baseada em cliques, como a utilização do “botão hambúrger” para centralizar toda navegação em uma lista clicável, prevalecerá.

2. Carrosséis

O carrossel é outra relíquia das interfaces da web, que possibilita à páginas a introdução de múltiplos conteúdos em um mesmo espaço da tela. Tipicamente configurado em um ciclo baseado em tempo, os carrosséis tem sido excluídos, particularmente nos grandes sites de notícia, em favor de blocos de conteúdo adaptáveis que preenchem um espaço baseado na largura do browser. Novamente, a morte desse elemento beneficia usuários mobile, que fogem de experiências frustrantes, na tentativa de dar um “swipe” sobre o carrossel ou navegar entre elementos. O carrossel como conhecemos, provavelmente evoluirá para uma “galeria” que favorecem os swipes e a navegação em detrimento ao tempo.

 

3. Internet Explorer 9

Viva os deuses da internet! A maioria das corporações começa a eliminar progressivamente as versões mais antigas do IE bem mais rápido do que antes. Lembrem-se, apenas alguns anos atrás nós tínhamos que “emburrecer” as experiências do usuário simplesmente para termos certeza de compatibilidade com o IE6. Pior ainda, nos anos anteriores nós não tínhamos suporte algum. Contudo de um tempo para cá, onde os grandes players como Google e Facebook estão abraçando a ideia de inovação, a Microsoft foi forçada a fazer o mesmo ou cairia em descrédito.

O IE continua a perder share de mercado para o Chrome e continuará assim caso a Microsoft não consiga acompanhar as belas inovações presentes no Chrome, Firefox e até no Safari. Em Novembro de 2013, o Google anunciou que irá parar de suportar o IE9, isso sinaliza que em breve toda a comunidade de UX seguirá o mesmo caminho. Se apegar a versões mais antigas do IE custará, sem dúvidas, a sua capacidade de inovação.

 

4. Skeumorfismo

Um assunto que sempre surge entre os geeks do design é o flat vs. skeu, um debate que durou por todo o ano de 2013 e provavelmente continuará em 2014. Sem sombra de dúvidas a Apple foi o maior inimigo do design flat, devido ao seu design do iOS ao longo dos últimos anos, enquanto o Google vem utilizando-o por anos. Com o crescimento exponencial do mercado do Android, e a Microsoft entrando na onda do flat design, com o Surface e o Windows 8, a Apple se viu forçada a fazer uma escolha: Ou continuar liderando o design mais conservador ou abraçar essa nova tendência. Com o iOS7 a Apple se rendeu ao flat, extinguindo a última chama que existia no skeumórfico.

 

5. Flash

Embora o item 4 aponte para a Apple como “perdedora” no jogo do design, indubitavelmente ela venceu a briga do Flash. Quando a Apple lançou o iPhone e o iPad sem suporte ao Flash e essas plataformas ganharam altas porcentagens de tráfego, publicidade e desenvolvedores aderindo a esse novo HTML5 o Flash viu seu fim. Agora, em 2013 nós vimos uma considerável queda na publicidade em Flash, com os próprios sites fazendo quase o mesmo.

Muitos programadores de Flash, desde então aderiram ao Adobe Edge, o qual supostamente gera maior relevância ao mercado de web design, porém parece que já é tarde demais para o Edge, uma vez que existe uma tonelada (e potencialmente melhor) de ferramentas open sources disponíveis para tudo.  Originalmente lançada em 2011, com a maioria das atualizações lançadas no final de 2012, a Adobe está forçando a barra com o Edge, e embora o Flash ainda esteja disponível e suportado, não chega perto do amor dos desenvolvedores. Atualmente é bastante difícil achar sites que utilizam componentes em Flash.

 

6. Web Pages

Web pages ainda estão por aí, porém elas estão passando por uma época precária em termos de inovação. Quanto mais rápido nos afastarmos dos browsers antigos que atrasam nossas evoluções, mais rápido podemos abandonar páginas individuais também. Essa tendência é uma combinação de design e inovações tecnológicas que apareceram alguns anos atrás e agora estão ganhando força. Nós vimos a alguns sites apostando na “appification” de suas páginas, que provavelmente foram introduzidos por plataformas que nem precisavam muito menos queriam fazer apps nativos para chegar aos usuários de mobile. Sites como Quartz, Facebook e Google apps exemplificam essa tendência e contantemende recebem elogios pelos approachs de UX nessa área.

A Gawker media foi uma empresa que adotou rapidamente esse approach, com uma estratégia agressiva em 2011. O site deles era composto de designs feito por PushState, que atualizava os conteúdos automaticamente sem atualizar os elementos de navegação da página. A Pitchfork também adotou rapidamente essa técnica e ajudou a popularizar ferramentas como a PJAX e TurboLinks (acabou se tornando uma peça chave da Rails 4). Nós vimos que mais e mais sites optaram por esse caminho e com a barreira de implantação caindo, veremos mais e mais sites com essa construção, uma vez que o transformam em sites mais amigáveis, baratos e rápidos.

 

7. Hosts Compartilhados

Ao mesmo tempo em que os data centers estão saindo de cena, eles nunca serão completamente extinguidos, uma vez que a maioria das companhias necessitam de servidores físicos (mesmo que em um futuro exista somente os data centers do Google e Amazon). De qualquer forma, o conceito de hosts compartilhados é alguma coisa que faz pouco sentido, dada a migração massiva de serviços oferecidos via cloud computing, e SaaS, modelo comum no ecommerce.

Por que gastar 50 reais por mês para hostear alguma coisa (que você tem 0 controle sobre) quando você pode gastar uma fração disso para servir exatamente a banda necessária? Por que você compartilharia seu servidor com alguém que você não pode ver, criando problemas de performance que não tem como resolver? Agora, quase todas empresas de servidor possuem opções de serviços virtuais ou na nuvem para competir com os grandes, como Heroku, Amazon Web Services e o próprio Google.

 

8. “m.” Sites

Antes da adoção do design responsivo, havia somente um modo de entregar o conteúdo de sites em tablets ou celulares: ler a requisição inicial, checar o aparelho do usuário e redirecionar os mobiles para uma versão “m.” do mesmo site. O site mobile tinha que existir em uma base de códigos separada, com uma série de features diferentes do site normal. Sempre que atualizava-se uma versão do site, a outra também teria que ser atualizada, complicando bastante a manutenção e gerando altos custos de desenvolvimento. Com isso dito, há razões para que os sites “m.” duraram além do advento do design responsivo. Por exemplo, plataformas de publicidade demoraram a se ajustar a páginas únicas para conseguir entregar dois inventários completamente diferentes.

Para lidar com esse problema, os anunciantes tinham que servir todas as publicidades para todas as páginas, e só então renderizar somente a versão mobile ou desktop, dependendo do aparelho. Esse problema específico já foi resolvido pela maioria das plataformas sejam elas de ecommerce ou não, e agora o tal design responsivo é basicamente um termo, o custo benefício de suportar páginas únicas em detrimento a múltiplas é bastante clara.

 

Fonte: UXMag

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2 Comentários :

  1. Rodrigo disse:

    Ótimo artigo Victor, só não entendi sobre o menu.
    Menus do tipo Drop-Down são os mais usados, mas qual poderia substituir de forma fácil e usual esse tipo de menu?
    Pode me exemplificar?

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