8 passos para solucionar problemas usando o design thinking

em jun 24, 2015:por

Redação Next Ecommerce

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*Por Adriano LiraConheça métodos com foco nas pessoas e crie alternativas para superar obstáculos

A resolução de problemas é um dos assuntos essenciais no mundo do empreendedorismo. Quem está começando, precisa mostrar que sua ideia é válida. Quem já tem o próprio negócio, tem que corrigir eventuais falhas. O fato é que o empreendedor deve ser bastante assertivo em suas propostas. Do contrário, o negócio nascente não decola e a empresa que já existe afunda.

Uma das ferramentas que pode ser adotada por empreendedores é o design thinking. O termo engloba um conjunto de métodos e processos que propõe soluções com base na empatia e no foco nas pessoas afetadas pelo problema em questão.

Entre os dias 19 e 21 de junho, em Florianópolis, inovadores sociais de 14 estados brasileiros se reuniram em uma das etapas de treinamento do Social Good Lab Brasil 2015. Até outubro, o grupo se reunirá em alguns fins de semana na capital catarinense, com o objetivo de formatar uma ideia. “Para nós, o design thinking é uma metodologia muito interessante, porque, ao ser centrado em um problema do usuário, ele permite que ONGs, movimentos e negócios de impacto social gerem soluções inovadoras para problemas complexos”, diz Bárbara Basso, coordenadora do Lab.

Nesta etapa da capacitação, o foco foi, justamente, o design thinking. Para aplicar conceitos dessa técnica na prática, os participantes do Lab foram levados a organizações não governamentais (ONGs), onde fizeram entrevistas com funcionários e beneficiários das entidades. Posteriormente, foram auxiliados por Edgard Stuber e Reinhold Steinbeck, da consultoria de inovação IntoActions, a sugerir soluções seguindo alguns passos. Confira-os e aplique esses conceitos em seu negócio.

1. Use as vogais

Na visita às ONGs, os empreendedores usaram um método chamado AEIOU. Cada uma das vogais mostra um dos pontos que devem ser levados em conta em observações de campo:

A: “atividades”: é o trabalho de cada uma das pessoas envolvidas no problema. O que elas fazem no trabalho, e com qual frequência.

E: “espaço”; a descrição do local onde ocorrem as ações. Pode ser a sede ou um dos setores ou departamentos do local que está sendo observado.

I: “interações”; o levantamento das relações, tanto interpessoais quanto entre pessoas e objetos e equipamentos. Tanto as palavras quanto a linguagem corporal devem ser levadas em conta.

O: “objetos”; a descrição dos objetos e equipamentos. Quais existem, quais deveriam estar lá e o quão velhos estão eles.

U: “usuários”; mais informações sobre as pessoas envolvidas no problema. Quais seus valores e preconceitos dos funcionários, beneficiários ou clientes do espaço em questão?

Segundo os especialistas, a técnica AEIOU faz com que o empreendedor reúna informações sobre todos os aspectos necessários à resolução do problema.

2. Crie personas

Com as informações do AEIOU, o próximo passo é se sentir parte do problema. Uma boa ferramenta para isso é a criação de uma persona, um personagem que pode ser um cliente ou funcionário do local que está sendo analisado. Dê nome, idade e profissão a ela. Elenque motivações, objetivos, problemas e frustrações para a persona. Com o personagem, fica mais fácil “encarnar”, ver o que se passa pela cabeça de quem trabalha ou é cliente do local que está sendo analisado.

3. Mapa de empatia

Este é outro recurso útil para quem quer “encarnar” uma das pessoas diretamente afetadas pelo problema. Há algumas variações de mapas de empatia. O favorito de Stuber e Steinbeck se divide em quatro seções, que mostram o que a pessoa ou personagem diz, pensa, faz ou sente. Os pensamentos e sentimentos colocados no papel podem não corresponder à realidade. Estando certas ou não, as suposições ajudam quem faz o mapa a ser empáticos – ou seja, entender as necessidades e dores de outras pessoas.

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4. Entenda que a compra pode ser uma jornada

Ao desenvolver um produto, lembre-se que o processo de compra não é nada simples. Hoje, com a grande quantidade de informações disponível na internet, a compra vira uma jornada. Ela começa com etapas pré-compra, com pesquisas de preços e da qualidade das empresas. Depois, vem a hora de adquirir o produto ou serviço. Por fim, o cliente publica na web o que achou da experiência. Por isso, ao vender algo, fique atento a todas essas etapas.

5. Necessidades e insights

Agora que você já se incorporou ao problema com recursos de empatia, pense nas necessidades, tanto físicas quanto emocionais, dos funcionários ou clientes. Delimite as tais necessidades de forma bem simples. Pense em um homem que precisa comprar um prego, por exemplo. Agora, proponha insights, ou o que mudará na vida do homem ao comprar o que precisa. Um insight lógico seria o de que ele conseguiria, com o prego, pendurar algo na parede.

6. Seja racional. Ou radical. Ou sexy

Finalmente chegou a hora da proposta de soluções. Nesse momento, o design thinking deixa a lógica um pouco de lado. Você poderia pensar que só uma solução racional faria sentido.

Stuber e Steinbeck afirmam, contudo, que esse caminho pode ser seguido, mas também se deve pensar em outras alternativas. Você pode propor algo radical. Ou até mesmo algo sexy, vistoso e elegante. Não há como dizer qual caminho é o melhor. A escolha vai depender das suas observações.

7. Pé no chão

Sendo racional, radical ou sexy, é muito provável que sua solução esteja presa a uma realidade muito comum nas pequenas empresas: pouco dinheiro. Por isso, não pense em soluções cujos gastos sejam astronômicos. Não gaste mais do que você tem.

8. Errou? Tudo bem

O design thinking trabalha com a “ressignificação do erro”: em vez de crucificar quem erra, o ideal é entender que as falhas têm seu lado bom. Que, no mínimo, as chances que o mesmo deslize seja cometido novamente é quase nula. Caso a solução proposta não seja viável, descarte-a sem medo e parta para a próxima.

DE PEGN

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