A tecnologia e a única conexão que realmente importa

em dez 03, 2015:por

Beatriz Galloni

VP de Marketing LatAm da Mastercard, é administradora de empresas pela PUC-SP e Pós-Graduada em Marketing Digital na ESPM. Diretora da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes) e possui mais de 26 anos de experiência na área, passando por empresas como Unilever, Danone, e Quaker.
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O que mais deseja a humanidade? Bens materiais, saúde, tecnologia, qualidade de vida… Nada disso chega aos pés do grande objeto de desejo dos dias atuais: tempo. Cada vez mais escasso, ele povoa o imaginário de pessoas de diversas idades, em todos os cantos do mundo.

Mas, afinal, por que é tão difícil ter tempo livre? Enquanto os teóricos tentam explicar o fenômeno de sua passagem acelerada, as pessoas fazem o que podem para fazer o tempo render. E nessa batalha a maior aliada de homens e mulheres tem sido a tecnologia.

De uma camiseta capaz de transmitir a um aparelho móvel a frequência cardíaca, a distância percorrida, as calorias queimadas e a intensidade dos movimentos de um corredor até um sistema de pagamento que dispensa senha e permite validar compras com uma selfie enviada pelo celular cadastrado pelo consumidor ao emissor ao cartão, as empresas de tecnologia põem as mentes mais brilhantes para desenvolver dispositivos capazes de comunicar-se de forma inteligente, facilitar a vida e fazer render o tempo.

É claro que há controvérsias. Há quem diga que a tecnologia é justamente a grande culpada pela degradação das relações humanas. A verdade, entretanto, é que, a serviço do homem, a tecnologia não rouba tempo. Ao contrário, ela nos devolve tempo para que desfrutemos a vida.

No trabalho, pais podem ver os filhos descobrir o mundo na escola pelos “olhos” de uma webcam. A qualquer momento, é possível abastecer a despensa de casa graças à conveniência das compras online. Contas do mês são pagas com apenas alguns cliques no smartphone…. A mulher, com suas múltiplas funções – e ainda a principal responsável pela casa –, é quem mais pode se beneficiar da conveniência criada pela tecnologia, especialmente na vida pessoal.

Em países como os Estados Unidos, já existem verdadeiras “máquinas de tempo” – neste caso, de fazer tempo – à venda. Geladeiras que avisam quando o estoque de alimentos e bebidas está baixando e enviam aos supermercados a lista de compras, que são entregues em casa! Fogões e máquinas de lavar roupa que ligam e desligam ao simples comando de um tablet ou de um smartphone… Tudo isso se reverte em menos tempo dedicado às atividades domésticas e mais tempo para o que realmente importa.

Tornar o mundo mais amigável é o desafio a mais para as empresas de tecnologia – pelo menos para aquelas que se orientam pela perspectiva de que seu trabalho é fazer as coisas mais fáceis, rápidas, seguras e melhores.

Três mil pessoas – homens e mulheres – foram chamados a avaliar as 100 maiores empresas do mundo (com base no ranking produzido pela PwC) em 18 itens para a elaboração do Future Brand Index 2015, que mostra como as organizações são percebidas à luz dos critérios que definem o que é uma marca do futuro. Apenas 21 alcançaram esse status, sendo apontadas como empresas comprometidas em trabalhar para alavancar o potencial humano e prover facilidades para as pessoas desempenharem tarefas de forma mais prática.

O tempo não passará mais lentamente graças aos aparatos inteligentes, mas encontrar as soluções para facilitar ainda mais o dia a dia significa valorizar a única conexão que realmente importa: a humana.

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