Bebê Store adquire Baby.com e se consolida no segmento

em jul 28, 2014:por

Redação Next Ecommerce

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A loja virtual de produtos para mães e bebês, Bebê Store, anunciou nesta quinta-feira (24/07) a aquisição de sua principal concorrente, a Baby.com.br. Com o negócio, a empresa fundada pelos brasileiros Leonardo Simão e Juliana Della Nina consolida-se na liderança desse setor do e-commerce no país. A informação da fusão havia sido adiantada por Época NEGÓCIOS em maio. Agora juntas, Simão estima um faturamento total de R$ 150 milhões neste ano – cerca do dobro que as duas faturaram, separadamente, no ano passado.

A aquisição envolve a marca, a base de clientes e o estoque da Baby.com.br, startup criada em 2011 pelos americanos Davis Smith e Kimball Spencer-Thomas. O valor do negócio não foi revelado, mas é significante para o setor, já que envolve empresas que captaram juntas cerca de R$ 200 milhões em aportes e fundos de investimento nos últimos três anos. Em termos operacionais, não haverá alterações, garante Leonardo Simão, CEO da Bebê Store.

“Vamos manter os dois sites operando separadamente já que o foco é diferente: a Baby.com.br será voltada para vestuário, fraldas e alimentação, enquanto a Bebê Store é para produtos de maior valor agregado, como carrinhos e brinquedos”, explica. A Bebê Store concentrará toda a operação na sua base em Barueri (SP), mas não houve recolocação dos funcionários da concorrente. Segundo Simão, toda a equipe da Baby foi remanejada para atuar na Dinda [outra loja do grupo] , única unidade que não foi adquirida.

A disputa do e-commerce infantil

A Baby.com.br chegou ao Brasil no final de 2011 com aportes que ultrapassavam US$ 16 milhões. Veio com otimismo de crescer em um nicho do mercado que ainda engatinhava. Seus fundadores, Smith e Spencer-Thomas, mudaram-se para o Brasil com suas famílias e chegaram cercados de executivos e expectativas. Montaram uma equipe grande por aqui para concorrer com a Bebê Store, pioneira no e-commerce de produtos para grávidas e bebês, criada em 2009.

Foi então que a empresa brasileira percebeu que precisava mudar sua estratégia. Até então reticente a fundos estrangeiros, Simão resolveu aceitar aporte da Atomico para ganhar escala, sobrevida e, segundo o executivo, não “perder relevância”. A segunda rodada de investimento, da W7 Venture Capital, ajudou a manter o crescimento médio de 150% ao ano. Em março do ano passado, vieram os R$ 30 milhões de mais um aporte – desta vez, a Catalyst, fundo da Endeavor, entrou com US$ 500 mil. Em 2013, a Bebê Store cresceu 137%, faturando R$ 45 milhões. Já a Baby.com.br faturou cerca de R$ 35 milhões.

Disputando cada nova mãe e buscando ampliar produtos para acompanhar o crescimento dos bebês, as duas empresas dominaram os gastos no setor nos últimos anos. Hoje, Simão vê com bons olhos a disputa. “Foi uma competição bem dura, forte, mas positiva. Quando você está sozinho criando o mercado o gasto é muito maior. Há três, quatro anos, as mães compravam tudo offline”, afirma.

O diferencial da Bebê Store, segundo Simão, foi apostar em serviços, enquanto a concorrente focou nas chamadas flash sales (promoções ou descontos temporários de um único produto). Foram esses diferentes focos que levaram à união dos e-commerces, explica o executivo. “Eles começaram a priorizar demais nas vendas pontuais e não conseguiram dar conta da operação mais ampla. Foi nisso que a negociação com eles se baseou”, explica.

Nos bastidores, no entanto, comenta-se que a Baby.com.br já enfrentava graves problemas financeiros há pelo menos um ano. Os fundadores americanos, inclusive, deixaram o Brasil há alguns meses. Em uma entrevista ao jornal New York Times, publicada em junho de 2012, Smith já havia adiantado: “Ser um empreendedor no Brasil não é para os fracos”.

Para quem fica e resolveu aceitar o desafio, a Bebê Store espera meses promissores. Com cinco anos de operação e, agora, com 55 mil itens à venda, a expectativa é tornar-se rentável, obtendo o seu primeiro lucro em dezembro deste ano.

Fonte: Época

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