CEO Meeting: um dia de reflexão e mobilização para os varejistas de e-commerce

em mai 10, 2016:por

Redação Next Ecommerce

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Com o propósito de assegurar que os principais líderes do e-commerce fortaleçam uma cultura de ética, colaboração mútua e inovação em um mercado de grande crescimento, constantes mudanças e novos desafios, o CEO Meeting reuniu, no último dia 04 de Maio no Amana Key, 100 CEOs de e-commerce.

E como já era de se esperar, o encontro foi extremamente produtivo, com debates e discussões aprofundadas sobre gestão, negócios, ética, profissionalismo, e-commerce e, é claro, o “jeitinho brasileiro”. Confira um breve resumo do encontro

Como você vê o atual estado de coisas no Brasil?

No primeiro momento da reunião, Oscar Motomura reservou algum tempo para que os CEOs discutissem em duplas e trios a situação atual (crise político-econômica) do Brasil, estimulando o debate com as seguintes perguntas:

A situação de hoje tem algo a ver com a qualidade da gestão, estratégia e liderança?
Em que setores? No governamental? No empresarial? Na própria sociedade civil?

Excelência futura: vencendo o método focado no técnico-operacional

Após o primeiro momento, Oscar compartilhou com o grupo algumas boas reflexões sobre boas práticas de liderança e também compartilhou estratégias para resolver “equações impossíveis”. Veja um resumo:

O maior substituto do dinheiro é a criatividade e a engenhosidade humana. É o recurso mais abundante, mas também o mais desperdiçado porque é “abafado” por estruturas arcaicas e burocratizadas;
O líder tem que sair da frente. Excesso de gestão faz mal!;
Liberte-se do trabalho mecânico;
O caos criativo com ordem é possível e se chama: Caordic;
Ir para ruas não basta: temos que discutir medidas!;
Olhe para fora da sua própria empresa! Olhe para o coletivo;
Politicagem é diferente de política. A politicagem é fazer coisas apenas para si mesmo;
Cultura é o elo perdido nas empresas.

Existe Bullyng na empresa e ele pode estar matando a sua criatividade;
A cultura do business online é diferente das lojas físicas – como integrar isso?;
Porque a base da sua empresa não participa das reuniões de decisão?;
Se a cultura interna é cooperativa. A cultura externa também será. Se ela é competitiva externamente também será internamente.

Veja a tabela que resume todos os elos de uma empresa:

Aspectos estratégicosAspectos operacionaisHumanos e relacionamentos
Técnico

X

Político
Cultural

O “X” representa, em geral, o foco das empresas: a operacionalidade técnica. No entanto é preciso haver equilíbrio entre todos estes aspectos! Em qual elo você está focando?

Cases de sucesso: Zé Celeste, Good Countries e a essência da gestão. Outro momento que impactou fortemente os presentes foi a apresentação do case do Zé Celeste. O case mostra um homem simples que vive em uma região de extrema pobreza no nordeste do Brasil, cuja visão empreendedora consegue vislumbrar o potencial econômico da sua pequena horta e também assume a responsabilidade de sua própria comunidade, envolvendo-a a fim de influenciar as decisões políticas e promover as mudanças efetivas. As palavras-chave aqui são: empreendedorismo, disposição de trabalho, engajamento, ativismo e coletividade.

Outro bom exemplo de como mudar a realidade a nossa volta é se inspirar no conceito compartilhado por Simon Anholt durante o programa Ted Talks, chamado “Good Countries”. Segundo este conceito, todo país depende de sua reputação e de como as pessoas percebem aquele determinado país para que a nação seja bem-sucedida. E quais países nós preferimos? Sim, nós preferimos os “bons países”. “Não admiramos os países, só por serem ricos, ou poderosos ou bem-sucedidos, nem por serem avançados tecnologicamente, nós admiramos os países ‘bons’. São os países que contribuem de alguma forma para o mundo em que vivemos, que tornam o mundo mais seguro, ou mais próspero ou mais justo”, diz Simon. Confira abaixo a palestra completa “Quais são os países bons existentes no mundo?”Com os conceitos de colaboratividade e ativismo fica muito mais fácil entender os pilares de uma boa gestão, aquilo que Motomura define como “essência da gestão”.

Simon Anholt: Which country does the most good for the world.

Propósito (o que motiva um país)
Motivação (fazer o bem pelo bem)
Integração (desfragmentar)
Cultura do servir

Fazer acontecer (engajamento/ativismo)Esses pilares são fundamentais na construção da cultura da empresa. E é a cultura dela que vai perpetuar sua missão, valores e princípios, mesmo que o líder um dia esteja ausente da corporação. “O dinheiro não deve ser motivação/alavanca das pessoas (nem o que há de melhor nas pessoas). Ele até pode mover o corpo e influenciar a mente, mas não é capaz de tocar o coração e o espírito”, cita Motomura.

E já que não dá para falar de cultura sem falar de pessoas, é preciso revolucionar a gestão delas, porque elas são as responsáveis pelo sucesso ou fracasso de uma empresa. E aqui vale uma das citações mais fantásticas apresentadas no evento:

“Sem integridade, a motivação é perigosa, sem motivação, a capacidade é impotente, sem capacidade, a compreensão é limitada, sem compreensão, o conhecimento não tem significado, sem conhecimento, o currículo é só “tempo de casa protocolar”. Os reais benefícios (o que um currículo gera) são rapidamente conseguidos e colocados em bom uso por pessoas que tenham todas as outras qualidades”.

Se até agora, controle e comando eram as palavras-chave de sua gestão, infelizmente você esteve enganado o tempo todo. No “caórdico”, conceito explorado por Motomura durante o curso, liderança tem um significado muito diferente de comando e controle. Segundo o conceito, precisamos investir pelo menos 40% do nosso tempo gerenciando a nós mesmos (nossa ética, nosso caráter, nossos princípios, nossa motivação e nossa conduta). Outros 30% precisam ser investidos gerenciando os que têm autoridade sobre nós, 15% gerenciando nossos pares e os restantes 15% estimulando aqueles para quem nós trabalhamos.

Para finalizar Oscar fez algumas ótimas reflexões práticas sobre como devemos olhar para a gestão das empresas e também do e-commerce. Essa deve ser uma gestão pautada pela ética e pela “não omissão”. Afinal, se ética é a escolha pelo bem comum, as coisas ruins acontecem porque as pessoas deixam acontecer. “Deixar de fazer algo por medo ou insegurança é um ato não-ético”, diz Motomura.

Sem ética é impossível otimizar a economia. Enquanto não mudarmos a nossa cultura, não mudaremos a situação econômica (e política!). Por isso, devemos saber que idealismo não é utopia, o idealismo é o primeiro passo para a mudança. Quem faz vai logo para a ação e não procrastina. Quem faz tenta, arrisca e não fica só no conhecido. Quem faz comunica e não fica fechado em si. Quem faz expande, amplia e não reduz ou deixa minguar. Quem faz busca know how e não fica preso no “não consigo”.

Assista à mensagem de Oscar Motomura a todos os varejistas de e-commerce do Brasil

Fonte: Ecommerce Brasil (Por Alice Wakai).

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