Como o Big Data transformará o e-commerce

em fev 26, 2014:por

Redação Next Ecommerce

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bigdata

Esse mês o Facebook anunciou como funciona a anatomia dos relacionamentos no site, com uma série de algoritmos o sistema é capaz de prever quando que você mudará seu status de relacionamento (!!). Isso nos leva a refletir sobre quais as influências que o Big (se não Huge) Data terá no futuro do comércio eletrônico; será que teremos experiências customizadas para cada indivíduo? Será que conseguiremos desenvolver um sistema que pense como o cérebro humano? Uma coisa é certa, o Google, Amazon, Yahoo já compraram start-ups nessa área e estão injetando toneladas de dólares para desenvolver essas tecnologias.

“Deep Learning” – Aprendizagem em camadas

 

Primeiro vamos entender o que é Deep Learning. Esse conceito ainda é bem novo, e consiste em uma série de algoritmos dentro da inteligência artificial que tenta modelar dados em altos níveis de abstração, utilizando arquiteturas compostas de transformações não-lineares (wikipedia).

Com isso em pauta podemos tentar extrapolar um pouco para o e-commerce e teremos algumas funções muito interessantes que podem gerar resultados bem inesperados.

Previsão de compras

A Amazon, esse ano fez a aquisição de uma patente que permite o envio de produtos antes mesmo da compra. Isso quer dizer que prever o que o consumidor vai comprar através do deep learning já está em pauta na Amazon, talvez um dia seu celular esteja sincronizado com sua casa percebe que uma lâmpada na sala queimou, vai no site da Telhanorte e compra uma pra você, sem stress.

Reconhecimento de imagens

O Google aqui já está 2 passos na frente do mundo: o Glass já possui uma função de reconhecimento de rostos, partes do corpo, gatos, etc. Imagine o Glass percebendo que toda vez que você passa por uma vitrine de sapatos, seu olhar é desviado para ela: em alguns minutos chega uma notificação dizendo que a Di Santinni está com 20% de desconto em todo site. Qual será a conversão dessa mensagem?

NLP – A aprendizagem de idiomas

 

Por último temos essa outra segmentação da inteligência artificial chamada de “Natural Language Processing”, ela é basicamente um campo que estuda as interações entre a linguagem dos computadores e dos seres humanos – a principal preocupação do campo se trata de derivar significados, sejam eles conotativos ou denotativos, da linguagem escrita por nós, pessoas comuns.

Ok, mas e o e-commerce que que tem há ver com isso? Em 2008, 6 anos atrás, a Pluribo desenvolveu uma extensão que escaneava todas as reviews na Amazon e gerava um pequeno resumo delas abaixo do produto, AUTOMATICAMENTE. Ela pegava uma série de palavras com semânticas equivalentes, por exemplo: “poor battery life”,”low battery”, “spare set of batteries”,”not keen on batteries” e gerava um sumário dizendo que o produto tem uma péssima bateria.

Essa tecnologia, quando estamos no campo de busca pode gerar resultados magnifícos, imagine procurar por “celular com bateria boa” e em seguida a busca pergunta se você prefere android ou iOS, ou qual tamanho da tela que você gosta?

Big data = Smart data

Na verdade, o que realmente acontece é que o Big Data se resume a uma tonelada de informações, e com certeza, muito em breve veremos esses teraflops de infos se tornarem alguns gigas de informação de altíssima qualidade, a qual provavelmente dirigirá o curso das experiências e compras de seus consumidores.
Tudo dito aqui já está sendo desenvolvido pelos gigantes, mas ainda estamos um pouco longe de realmente conseguirmos implantá-los em nossos ecommerces do dia-a-dia, mas é interessante pensar o quão longe que podemos pensar e sonhar.

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