Como os usuários são impactados com bugs em aplicativos mobile

em ago 23, 2016:por

Redação Next Ecommerce

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Artigo  contéudo

Hoje pode parecer algo muito distante, mas o fato é que quarenta anos atrás os dispositivos pessoais de processamento de dados — a que convencionamos chamar de “PCs” — eram menos de 10.000 no mundo todo. Foi nesse momento que Bill Gates foi visionário ao dizer que seu sonho era ver um computador em cada lar e em cada mesa de trabalho.

O que era um sonho distante naquela época, não só se tornou realidade, como também extrapolou muito as expectativas: mais do que em cada lar e em cada mesa de trabalho, hoje estamos caminhando rapidamente para ter um computador em cada bolso. Muito mais do que telefones, hoje os celulares são capazes de executar programas e processar dados, como um computador qualquer, e com uma conveniência sem paralelos nos desktops e mesmo nos notebooks.

Smartphones estão substituindo o PC
Mas será que esta capacidade de processamento dos smartphones (e, é bom adicionar nesta conta, dos tablets) tem alguma relevância para os usuários destes equipamentos? Talvez um dado seja útil na resposta a esta questão: a partir de 2012, com o lançamento do iPhone 5 e do Samsung Galaxy S III, os smartphones passaram a abrigar o mesmo poder de processamento à disposição da NASA em 1969, quando o homem chegou na Lua. Nada mal, não é verdade?

Tanto poder de processamento assim tem transformado os smartphones e, principalmente, os tablets em plataformas adequadas para substituir os computadores pessoais tradicionais (desktops e notebooks). Muitos são os profissionais de negócios e de setores não diretamente ligados à tecnologia que já trocaram seus computadores de mesa e seusnotebooks pela conveniência dos tablets e dos smartphones, sem prejuízo algum para seu desempenho profissional.

Aplicativos vão movimentar US$ 77 bilhões em 2017
O poder de processamento e a conveniência destes pequenos prodígios móveis fez com que a indústria de software — quem em 2010 já gerava mais de 300 bilhões de dólares de faturamento por ano — voltasse sua atenção para o mundomobile. Hoje, menos de uma década depois do surgimento dos dispositivos móveis inteligentes (smartphones e tablets) no mercado, as projeções apontam para um faturamento da indústria de software móvel na faixa dos 77 bilhões de dólares, em 2017. Vale ou não vale a pena investir neste mercado?

Para se ter uma ideia da evolução do mercado, Horace Dediu, da Asymco, criou este gráfico impressionante:

Mercado de PCs

Se para você esta evolução não parece impressionante, observe que o gráfico é exponencial (as unidades no eixo Y não crescem linearmente, mas sim exponencialmente).

Cinco exemplos de bugs em aplicativos que geraram grandes constrangimentos para os usuários finais
O resultado desse gigantesco crescimento é, simplesmente, uma revolução em toda a civilização contemporânea. A conveniência do acesso a informações e da capacidade de realizar tarefas digitalmente aumenta o potencial de produtividade do cidadão comum a níveis jamais sonhados. Mas não é uma revolução sem seus efeitos colaterais: se um bug de programação tinha o potencial de afetar em média apenas algumas centenas de pessoas lá em 1976, o cenário também é astronomicamente diferente nos dias de hoje.

O quanto é diferente? Bem, vamos então observar cinco exemplos de bugs em software de dispositivos móveis causaram enormes transtornos para os usuários e muita dor de cabeça para as empresas envolvidas.

1. Wi-Fi do Lollipop deixa milhões sem acesso à Internet
Em 2014, por exemplo, um bug nos processos de comunicação Wi-Fi chegou até os usuários do Lollipop, a versão lançada naquele momento do Android. O bug causa instabilidade nas conexões Wi-Fi, provocando perdas frequentes de sinal.

Segundo o site Statista, mais de 35% dos smartphones baseados no Android têm o Lollipop instalado (versões 5.0 e 5.1), e a quantidade de usuários potencialmente atingidos por este bug  ainda excede facilmente 50 milhões de pessoas no mundo todo, mesmo que o bug tenha sido descoberto e corrigido quase dois anos atrás (uma vez que são poucos os usuários do Android que de fato atualizam seus sistemas operacionais móveis).

lollipop

No Brasil poucos estão cientes deste bug, e credenciam à má qualidade do sinal de Wi-Fi ou a alguma interferência as quedas de sinal. Mas só quem já foi desconectado na “hora h” de uma transação bancária feita no limite do tempo disponível (pagamentos de boletos, por exemplo, devem ser feitos antes das 21:00 nos dias úteis) sabe que este bug é bem mais que um “mero transtorno”.

2. Stagefright expõe os dados de 20% dos aparelhos Android
Extruded skull and crossbones on the smartphone screen

Recentemente, em março de 2016, muitos donos de dispositivos móveis baseados no Android versão 4 (Jellybean, em torno de 20% do total de aparelhos em operação, segundo o Statista) puderam testemunhar o retorno do “Stagefright”, ummalware que se aproveita de uma vulnerabilidade do Jellybean, que permite que um criminoso digital tome conta do aparelho e de todos os seus dados. A vulnerabilidade que permite a ação do StageFright foi descoberta em 2015 e o retorno de março é a terceira onda de ataques deste malware.

3. Gafe no Apple Maps leva usuários para o brejo
Mas obviamente que não é só o Android que tem problemas com bugs  de software. Os proprietários de iPhones e iPads, que rodam o iOS, também têm de vez em quando a oportunidade de experimentar os efeitos negativos dos bugs. Um dos mais notórios ocorreu em 2012, com o lançamento do iPhone 5. Não era um bug isolado, mas sim um conjunto de bugs gerados pelo lançamento sem os testes adequados do aplicativo “Maps”.

Contendo vários bugs de algoritmos (responsáveis pelos cálculos) e de inconsistências nas bases de dados (responsáveis pelos posicionamentos), o “Maps” tornou-se um pesadelo para os usuários e para a própria Apple. Durante meses a empresa foi alvo de publicidade negativa e mesmo de processos judiciais. Os usuários, por sua vez, não demoraram a procurar a concorrência, baixando e usando o Google Maps em seus iPhones, um aplicativo tradicionalmente preciso e de fácil uso.

iMaps

Quantos usuários foram afetados por este bug? Bem, a Apple quebrou seu recorde de vendas em dezembro de 2012, vendendo 47,2 milhões de aparelhos, e até junho de 2013 as vendas acumuladas eram de mais 100 milhões de iPhones. Em suma, o transtorno para os usuários foi enorme, e as perdas (de imagem, de confiança, de marca) da empresa com a migração para o Google Maps foram maiores ainda. Um processo coletivo foi impetrado na justiça norte-americana em 2013, e demorou um ano para que os advogados da Apple conseguissem derruba-lo, gerando enormes custos legais para a empresa.

4. iOS 9.3.2 transforma iPad em tijolo
Outro problema recente foi o travamento de modelos mais novos do iPad com a atualização 9.3.2 do iOS, experimentada por dezenas de milhares de usuários em maio de 2016. Em que pese a Apple ter sido rápida em resolver o assunto, e em que pese também o processo de atualização de software ser mais eficiente em produtos da Apple do que em produtos baseados no sistema Android, ainda assim a imprensa anotou com abundância a frustração dos usuários afetados.

5. Nest dá um “gelo” em seus consumidores
Young woman in blue winter jacket sitting next to cold radiator

Por fim, um problema tangente aos dispositivos móveis também chegou às manchetes em 2016, no inverno do hemisfério norte: o bug nos termostatos da Nest, empresa que criou e comercializa termostatos e detectores de fumaça para uso residencial, integrados aos smartphone. Estes termostatos permitem a regulação remota de temperatura e “aprendem” as preferências de temperatura do usuário, ajustando a temperatura o ambiente automaticamente, o que em tese gera economia de custos e conveniência. Em janeiro de 2016 — no auge do inverno no hemisfério norte — um bug no softwarecausou o consumo muito rápido da bateria do dispositivo, tornando-o inoperante.

Nos pontos em que isto ocorreu durante a noite, os moradores se viram acordando em casas geladas, sem recurso a não ser acender a lareira ou se esconder sob pilhas de cobertores. Milhares de residências no hemisfério norte, tanto nos EUA quanto na Europa foram afetadas pelo bug, e ações judiciais — em especial por parte de casas com idosos, bebês e pessoas acometidas de aflições de saúde — já estão sendo movidas contra a Alphabet, a holding proprietária da Nest e do Google.

Como evitar estes problemas?
O sonho de Bill Gates se realizou, e o mundo é um lugar melhor por conta da popularização dos computadores pessoais e dos dispositivos móveis. Contudo, a necessidade do cuidado com o software aumentou tantas ordens de grandeza quanto o número de dispositivos ativos, uma vez que já vai longe o tempo em que os problemas eram desprezíveis e os afetados eram contados no máximo em algumas dezenas.

Os problemas são potencialmente enormes, e os prejuízos também. Mas como evita-los?
Nós, da Sofist, trabalhamos incansavelmente para responder esta questão. Investimos nosso tempo e nosso esforço em desenvolver cada vez mais as técnicas de teste de software para que os produtos cheguem às mãos dos usuários e lhes deem a produtividade e a conveniência que buscam, mas não as dores de cabeça que muitas vezes vêm a tiracolo, por conta de bugs escondidos em software precariamente testados.

Fonte: Blog Onedaytesting

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