Crise econômica reduz desempenho das livrarias pela primeira vez no ano

em set 01, 2015:por

Redação Next Ecommerce

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Ao contabilizar recuo nas vendas entre julho e agosto, as empresas do setor correm para melhorar as operações. Redes como Saraiva e Cultura apostam em sinergia entre canal online e lojas físicas

Para driblar a crise econômica e ainda oferecer uma melhor experiência de compra, as redes de livrarias têm investido na sinergia entre as lojas físicas e on-line. A ação ganha fôlego em um momento importante, pois o setor registrou o primeiro resultado negativo de vendas no ano.

De janeiro a junho houve aumento nas vendas de livros de 8,6%. Entretanto, entre 13 de julho e 9 de agosto, o mercado viu queda de 5,5% ante a igual período de 2014, de acordo com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

Conforme a entidade, os livros da categoria “não ficção trade”, mantêm destaque em relação aos outros gêneros, (graças ao resultado das publicações de colorir para adultos, que viraram febre no País este ano). Estes tiveram resultado positivo: alta de 16,3% no faturamento.

A respeito das estratégias de negócios que têm sido adotadas pelas empresas do setor para manter um bom ritmo nas lojas, segundo a consultoria de e-commerce eNext a busca por uma versão de site para acesso via mobile acelerou nos últimos dois anos.

Para o gerente comercial da empresa, Juliano Brandão Folino, muitas redes têm investido em localizadores de lojas, que podem ser usados pelo usuário por qualquer canal on-line. “Temos registros de empresas que aumentaram em até 20% o valor do tíquete médio com a ocorrência de retira em loja”, comentou Folino.

Atentas a este potencial, grandes do segmento como a Livraria Cultura e a Saraiva têm fortalecido a presença multicanal por meio da integração das lojas físicas com as operações on-line.

Com o triplo de acessos via mobile na comparação de agosto deste ano com o mesmo período do ano passado, a Livraria Cultura lançou na última semana a versão mobile para o canal de e-commerce da empresa. “Já havia uma preparação para esta etapa, mas a demanda acelerou a implantação da nova versão do canal on-line”, afirmou o gerente de e-commerce da Livraria Cultura, Douglas de Santi.

Para afirmar o compromisso com o cliente adepto às compras on-line e nas lojas físicas (o omni shopper), a livraria, que detêm 19 pontos de venda em oito estados, conta com 17 aptas a trocar produtos adquiridos pela internet. Com um centro de distribuição (CD) em Guarulhos (SP), a rede diz que algumas lojas também funcionam como pontos estratégicos de entrega do e-commerce.

Diferencial

Para a sócia diretora da consultoria Officina Sophia Retail, Valéria Rodrigues, as companhias devem proporcionar experiências diversificadas nos canais de atendimento. “Geralmente o vendedor tem menos informação que o site. Isso faz com que o varejo físico fique em desvantagem”, crê. Para ela, hoje o cliente geralmente chega com mais informado ao ponto de venda. Neste sentido, a Cultura diz oferecer informações complementares. “O funcionário tem os mesmos dados que o site a respeito de produtos. Mas é lógico que o vendedor tem bagagem e atendimento diferenciado”.

Para melhorar o índice das vendas, a Cultura conta com vídeos de vendedores comentando obras literárias e diz estar investindo em ferramentas de indicação de livros e produtos. A empresa observou que outras companhias já trilharam esse caminho, o que tem ajudado o cliente a encontrar mais opções – e vender mais.

Outra que aposta na rapidez de informação sobre o conteúdo oferecido e personalização na hora da venda é a Saraiva. Conforme o vice-presidente de varejo da rede, Marcelo Ubriaco, o site da companhia foi desenvolvido para permitir a customização dos ambientes, com ênfase nos conteúdos buscados. “Isso gera maior interação com o consumidor”, afirmou.

Segundo Ubriaco, no espaço virtual também é possível ler o primeiro capítulo de um livro, além de assistir a traillers de filmes, ouvir faixas de músicas e descobrir informações de um item sob a forma de “degustação”. A Saraiva conta com 114 lojas em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal.

Investir no conceito multicanal para integrar o e-commerce é uma estratégia adotada, que tem permitido ao cliente fazer a compra no site e retirar na loja sem custo de frete. Há, também, a troca de produtos sem cobrança adicional. Caso o cliente na loja tenha interesse em um produto que não tenha em estoque, a venda é realizada via site e ele pode retirá-lo posteriormente, ou recebê-lo em casa. Este último recurso também é disponibilizado pela Livraria Cultura.

A Cultura, aliás, conta com de cerca de nove milhões de títulos; 600 mil CDs e DVDs de música, filmes, games e revistas; 1,9 milhão de títulos de ebooks em inglês; e 33 mil ebooks em português. Enquanto isso, a concorrente Saraiva dispõe de mais de 2 milhões de itens e estima ter 15 milhões de visitantes ao mês no site.

DE DCI

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