Desenvolvimento híbrido x desenvolvimento nativo de aplicações para celular

em abr 06, 2015:por

Guilherme Santos

Formado em Informática para Gestão de Negócios na FATEC-JD, trabalha há 3 anos com desenvolvimento de software e hoje é idealizador de uma startup de aplicativos e de uma empresa de soluções web fundada em 2012, além de atuar como desenvolvedor Java na Next Target.
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O mercado mobile já está em evidência há muito tempo e é natural que gradativamente seja dada uma atenção maior aos recursos e ferramentas necessárias para a construção de aplicativos e soluções responsivas.

Porém, o desenvolvimento para desktops, por existir há muito mais tempo, ainda possui os melhores recursos para criação de aplicações. Isso não significa que você não possa fazer algo relevante para celulares, mas vai precisar “pensar fora da caixinha” e mudar seus paradigmas em relação ao desenvolvimento, não só do ponto de vista do programador, mas também do próprio business man.

Uma das primeiras dificuldades que existem no desenvolvimento mobile é qual plataforma de desenvolvimento escolher: desenvolvimento híbrido, ou seja, escrevendo uma vez e rodando em vários sistemas operacionais de celular, como Android, iOS, etc. ou desenvolvimento nativo, utilizando a linguagem própria para o desenvolvimento específico (Java para Android, Objective C para iOS e assim por diante). O caminho para se chegar à resposta é: depende.

Tudo começa no grau de complexidade da aplicação: é algo mais “institucional”, para apresentação de negócios e sem recursos avançados? Talvez então seja melhor usar o desenvolvimento híbrido que vai demandar habilidades mais fáceis de trabalhar, como HTML, CSS e Javascript e você obterá um resultado satisfatório.

No caso de precisar de algo mais complexo, como acesso à webservices, geolocalização, push notification e recursos avançados do sistema, a melhor opção seria o desenvolvimento nativo por conta da robustez que ele proporciona. Não que não seja possível utilizar essas tecnologias com o desenvolvimento híbrido, mas o suporte da comunidade desenvolvedora é maior para a linguagem nativa. O desenvolvimento híbrido perto do nativo ainda é novo.

Existe ainda a questão da curva de aprendizado:  eu preciso desenvolver rápido? Tenho conhecimento em front-end? Posso então usar uma ferramenta híbrida (como o Phonegap). Agora, se existe tempo disponível e o projeto é pesado, a ferramenta nativa é a melhor opção.

Existe ainda um terceiro fator: a junção de ambos. É possível se utilizar da flexibilidade do híbrido na questão de desenvolvimento de interface (uma vez que a do Android, por exemplo, é mais lenta) com a robustez do back-end nativo.

Não existe uma fórmula 100% eficaz em relação ao desenvolvimento. O que existe é o planejamento correto no intuito de balancear os recursos de software e capital humano que vão mudar de acordo com a necessidade do projeto em questão. Planejar, desde a plataforma até o front-end, é crucial para a escolha certa da ferramenta.

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