Design Responsivo? Podemos ir além!

em set 27, 2013:por

Felipe Gomes

Felipe Gomes é COO & Co-Founder da Über Digital, agência focada em criação, user experience e desenvolvimento para e-commerce. Tem mais de 10 anos de experiência no mercado digital e comércio eletrônico.
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Como todos estamos cansados de saber, projetos de design responsivo estão ganhando cada vez mais adoção em frente aos sites com layout fixos ou liquidos, pois eles oferecem a melhor experiência de uso possível independente do dispositivo utilizado para acessar o site, seja smartphone, desktop, notebook, tablet, Smart TV, etc.

Mas o Design Responsivo como conhecemos não é tão responsivo quanto poderia ser, e eu explico melhor: ele falha na identificação do contexto e estado de mente dos usuários de dispositivos móveis. Design Responsivo Contextual pode ser o próximo passo da evolução da experiência digital.

E como um “Design Pós-Responsivo” pode ser? Ou com o que se parece?

Um psicólogo evolucionista da Universidade de Minnesota publicou o resultado de uma experiência realizada em Los Angeles, Califórnia. Ele colocou um carrinho vendendo óculos escuros para homens em diferentes ruas de Hollywood. No carrinho eram vendidos apenas dois estilos de óculos: um mais conservador e discreto, junto a uma placa com os dizeres “o mais popular, um milhão de unidades vendidas”. O outro estilo era bem mais chamativo, com detalhes em ouro e sua placa dizia “um verdadeiro rei se destaca da multidão”.

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O carrinho foi colocado em dois locais. O primeiro foi em frente a um cenário simples, longe de outdoors e fachadas das lojas. E o segundo em frente a uma loja de lingeries bastante “atrevidas”.

O resultado? Quando o carrinho estava longe das lojas e outdoors, a esmagadora escolha feita pelos homens foi o estilo discreto e conservador. Já com o carrinho posicionado em frente a loja de lingeries, os homens escolhiam, sem muita indecisão, o estilo mais chamativo.

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Essa experiência mostrou duas coisas: como somos influênciados pelo sexo oposto em nossas decisões – sejam elas de compra ou não – e mais importante que isso, como somos influenciados por todo o contexto atual de nossas vidas.

Agora imagine uma empresa que vende óculos de sol on-line colocando QR Codes em locais próximos a casas noturnas, onde as pessoas querem chamar atenção para a “conquista” ou simplesmente se sentirem as mais bonitas da festa? Ou então aplicar os QR Codes em anúncios de revistas que circulam em hotéis e restaurantes de praias badaladas? Consegue perceber como o contexto poderia influenciar na decisão de compra ou compra por impulso nessas situações? Eu consigo!

E pode-se ir além dos QR Codes, as empresas também podem fazer uso dos aplicativos, utilizando a geolocalização para assumir o mesmo papel. Isso é ainda mais bacana, pois pode-se modificar onde as notificações serão realizadas de acordo com diversos fatores: uma loja online de roupas anuncia camisas brancas em promoção para uma grande festa que vai acontecer no centro da cidade quando pessoas que possuem seu aplicativo instalado estiverem dentro de um determinado shopping; a rede de cinema que envia uma notificação, lembrando do aclamado filme em cartaz, durante uma chuvosa noite de quarta-feira.

Quer mais? Pense em como a escolha de produto na home da sua loja virtual e suas ofertas podem “responder” com base no que você sabe do seu cliente e no ambiente que ele se encontra em determinada hora do dia.

Parece muito futurista? Não é nada de outro mundo se analisarmos o avanço tecnológico que já temos hoje mesmo e se torna ainda mais interessante e promissor diante do que está por vir na integração de dispositivos, redes sociais e Big Data.

Claro que ainda há muito trabalho a ser feito para aprimorarmos a eficácia no cruzamento desses dados e na disponibilização de produtos e serviços que os clientes realmente querem receber naquele momento, ou contexto em questão. Mas sem dúvida, algumas possibilidades em torno da personalização contextual são emocionantes, empolgantes e desafiadoras.

O mercado vai se mover nessa direção, pode ter certeza disso!

Mas por hora, vamos trabalhar para ter pelo menos sites responsivos, já que salvo raras exceções, a esmagadora maioria do comércio eletrônico brasileiro não oferece uma experiência de uso completa aos seus clientes.

Até a próxima!

Referências: http://www.getelastic.com/

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