Dez princípios para a simplicidade

em nov 12, 2015:por

Fabrício Teixeira

Formado em Publicidade e Propaganda e mestre em mídias interativas tem no currículo experiência em grandes agências digitais como a Crispin Porter + Bogusky, AgênciaClick e R/GA onde está atualmente.
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minimalista

O que significa “simples”?

Às vezes é difícil achar um sinônimo exato. Ainda assim, muito se fala em simplicidade quando estamos criando uma interface ou um produto digital, especialmente dentro da área de User Experience.

A lista abaixo veio daqui e tenta detalhar um pouco mais o que pode ser feito para chegar a essa tal “simplicidade”.

Atenda às expectativas. Se alguém vai até o seu produto ou website por uma razão específica, tenha certeza que você conhece essa razão e que você pode confirmar aos seus usuários, rapidamente, que eles estão no lugar certo.

Não sobrecarregue as pessoas. Seres humanos podem processar uma certa quantidade de informações ao mesmo tempo. Se você não diz logo o que precisa dizer, a cabeça dos usuários começa a divagar. Revele as informações progressivamente, na ordem que faz mais sentido para o que as pessoas estão procurando.

Apresente poucas escolhas por vez. Esse ponto também se relaciona às limitações do “processador” humano. Se você dá muitas escolhas às pessoas, elas não farão escolha nenhuma. Muitas vezes é melhor remover funcionalidades do que adicioná-las. Por que não focar em construir o “produto mínimo viável”, e depois incrementá-lo aos poucos, com testes e melhorias?

Sem jargões ou termos técnicos. Converse com as pessoas como se sua interface também fosse humana. Ao invés de chamar um campo simplesmente de “Email”, por que não usar um texto que seja mais pessoal? O wufoo faz um ótimo trabalho ao explicar o campo Email: “Entre seu endereço de email para mantermos contato com você. Não se preocupe, essa informação é sagrada para nós. Nunca a venderemos ou abusaremos dela.”

Considere as habilidades de usuários diferentes. Segundo estudos da Dr. Jennifer Romano-Bergstrom, usuários mais velhos tendem a ignorar conteúdo localizado nas áreas periféricas do site. Leve isso (e outras características do público-alvo) em conta na hora de desenhar a interface.

Clareza visual. É um ponto crítico para atingir a simplicidade. Se não há uma hierarquia clara, as pessoas ficarão perdidas muito facilmente.

Entenda o problema. Se você não consegue se afastar o suficiente para enxergar o problema, então você não entende o problema o suficiente para chegar a uma boa solução para ele. Se você não entende o problema que você está tentando resolver, então você provavelmente não conseguirá resolvê-lo.

Teste. Se você não quer testar algo que criou, isso pode ser indício de covardia, preguiça ou arrogância (vixe, pegaram pesado aqui). Criação e objetividade andam lado a lado no processo de design. Você precisa testar com outras pessoas.

Entenda o contexto. O jeito que você utiliza algo varia de acordo com a hora do dia, a localização ou a cultura do lugar. Pense em alguém que quer usar o seu produto com pressa, ou do celular, ou enquanto tem um amigo do lado. Essa pessoa também pode usar o mesmo produto duas vezes, mas de formas diferentes. Aceite que existem vários cenários de uso, e então passe a projetar para a maioria deles.

Usável e agradável. Só porque alguém consegue finalizar uma tarefa usando o seu produto, isso não significa que a experiência tenha sido agradável. Tome cuidado para não colocar muito foco em realização de tarefas, mas pense também na experiência que você está proporcionando para as pessoas.

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