Drops South By Southwest 2016 Day 1

em mar 12, 2016:por

Gabriel Lima

Gabriel Lima é Graduado em Publicidade & Propaganda pela ESPM e Mestre em Administração de Empresas pelo Insper com ênfase em estratégia. Diretor da eNext, consultoria especializada em e-commerce e professor da Business School São Paulo.

 

Ontem, sexta-feira 11 de Março, foi o primeiro dia do SXSW 2016 aqui em Austin e já começou fervendo! O festival que reúne Digital, Música e Filme movimenta toda a cidade, várias ruas são fechadas, os hotéis lotados e pessoas envolvidas com tecnologia, marketing e entretenimento tomam a cidade no centro do Texas para discutir o que há de mais novo nestes temas.

A primeira palestra do dia que assisti aconteceu no espaço CapitalOne, oferecido pelo banco de mesmo nome (www.capitalone.com), fiquei quase 1 hora na fila para entrar. A casa estava cheia e oferecerem Café da Manhã, com direito a Red Bull para começar o longo dia de atividades.

O tema abordado neste painel apresentado por Allison Abbott e Emma Sagan, colaboradoras da própria Capital One na de projetos era falar sobre com o viés pode prejudicar o sucesso de um projeto de inovação por nos prendermos a paradigmas.

Segundo seu argumento, nosso cérebro possui dois mecanismos de processamento, o primeiro deles é rápido e intuitivo, o segundo mais lento e racional e precisamos nos libertar desse formato para conseguirmos alcançar inovação realmente efetiva.

Para tanto algumas medidas devem ser tomadas, como a formação de um time multidisciplinar e diversificado, que veja o problema em questão que o projeto visa resolver com perspectivas diferentes. O segundo é a figura de um ‘Design Researcher’ elemento que acompanha o projeto de fora e cria um contra ponto ao Gerente Projeto e gera a chamada tensão saudável ao longo do trabalho.

Outra ferramenta usada é o método ‘6 chapéus de pensamento’ desenvolvido pelo Bono Group. Finalmente, para se conseguir o desenvolvimento de algo inovador sem viés é importante testar todas as ideias que aparecerem, mesmo que elas pareçam ruins e colher feedbacks do time e usuários antes de descartar o que foi sugerido.

A segunda palestra do dia que assisti aconteceu em um dos auditórios do Hotel Hilton, a poucas quadras da palestra anterior, e foi realizada por Martin Harrison, head de estratégia da Huge em Londres (http://www.hugeinc.com/) falando sobre o impacto do Data Science no dia a dia das Marcas.

Segundo sua visão, algoritmos estão mudando nosso foco cognitivo e nos ajudam a tomar decisões e a descobrir coisas novas de uma maneira totalmente nova.

Porém esse novo universo gera três situações que temos que gerir: a primeira delas é a desumanização causada pelos algoritmos, fazendo com que as empresas precisem trazer de volta o fator humano para a relação com o consumidor.

A segunda é a forma pela qual vemos os produtos tradicionalmente oferecidos, que se comoditizaram e que agora precisam ser acompanhados de serviços para se diferenciarem, por fim, a terceira é a maneira pela qual produtos e serviços são categorizados, que ganhou uma complexidade enorme com a web e as marcas são a chave para que o consumidor possa encontrar seu produto e escolhe-lo entre as diversas opções.

Ao final da palestra fui almoçar em um enorme food park ao lado do centro de convenções com diversas opções de comida, inclusive um Food Truck de comida brasileira que servia PF, Pastel, Coxinha e Guaraná!

Depois de um breve descanso, veio o ápice do dia com a palestra mais esperada do evento, ninguém menos que o presidente Barack Obama. Por essas que você percebe a importância do evento, e o valor que tecnologia e digital tem no mundo hoje e em nossas vidas.

O ‘cara’ mais importante do mundo falou sobre como o governo americano esta trabalhando para oferecer internet para todos, como as escolas estão se estruturando para se adaptar para essa nova realidade de ensino e aprendizado, com treinamento de professores e ajuda aos alunos carentes.

Ressaltou que a economia criativa baseada em informação e inovação é o futuro do país e que esta ajudando a tirar os EUA da crise de 2008 que ainda reverbera por aqui. Interessante que o presidente fala que o papel da iniciativa privada é fundamental para que este processo possa sem bem sucedido e que não se pode esperar que o governo resolva tudo, discurso diferente do que em geral se houve de políticos no Brasil, que acabam puxando toda a responsabilidade para o estado, e acabam fazendo pouco ou quase nada. Quem quiser conferir o apresentação na integra esta aqui:https://goo.gl/mS8xbK.

Finalmente, o último painel que assisti no dia tratou do futuro do varejo e a importância da criação de cultura e experiência para os consumidores. Na mesa estavam Lacey Norton da Kit & Ace (http://www.kitandace.com/), Rick Badgley da TOMS e Ethan Song da Frank & Oak (www.frankandoak.com) mediados por Robbie Myers editora da Revista Elle.

As discussões foram em torno do crescimento do online em relação as lojas físicas, falou-se que tudo que um consumidor precisa esta disponível online e constantemente com um preço melhor a apenas um clique de distancia, portanto que para se diferenciar é preciso criar experiências e que a visão do consumidor não pode mais ser puramente transacional transação e sim buscar um relacionamento para se conquistar um fã.

Neste sentido as empresas não podem mais ter distinção entre canais On e Offline e a comunicação deve ser única. Também se falou sobre a complementariedade dos canais e que uma experiência completa é quando consumidor pode buscar algo no online e finalizar a compra na loja física e isso tende a ser cada vez mais comum, fazendo com que o varejista pure play vai desaparecer (Lojas físicas indo para Online e Online indo para o físico).

Neste sentido, onde as marcas passam a representar mais estilos de vida para se aproximarem dos consumidores as lojas passam a ser pontos de encontro das comunidades em torno de assuntos comuns e passam a competir com o interesse do cliente em detrimento a restaurantes, cafés e clubes.

Por fim falou-se que a experiência do e-commerce não evoluiu muito nos últimos anos e, neste sentido, no desktop o fluxo criado pela Amazon faz ser muito difícil de se criar uma experiência diferente, pois os consumidores já estão acostumados a esse modelo de usabilidade, onde testes A/B com modelos criativos não funcionam.

Por outro lado, no Mobile ainda é possível criar experiências diferentes com personalização, geo-localização, etc. O modelo ainda não esta definido e a criatividade pode ser explorada.

Bom pessoal, por hoje é só. Amanhã tem mais drops do SXSW 2016!

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