Drops South By Southwest 2016 Day 2

em mar 13, 2016:por

Gabriel Lima

Gabriel Lima é Graduado em Publicidade & Propaganda pela ESPM e Mestre em Administração de Empresas pelo Insper com ênfase em estratégia. Diretor da eNext, consultoria especializada em e-commerce e professor da Business School São Paulo.

SWSW-Day-2-768x598O segundo dia da SXSW 2016 começou eletrizante (veja como foi o primeiro dia aqui). A cidade esta ainda mais cheia e a vibração nas ruas esta cada vez maior. Por qualquer lugar que você ande, encontra com algum tipo de intervenção, seja digital, seja realidade aumentada, seja uma carona com algum tipo de aplicativo inteligente ligado com os carros.

Nunca tinha participado de um evento de tecnologia tão interativo quanto este. E hoje tivemos vários exemplos de como a tecnologia e a interatividade estão impactando no varejo e no comportamento de consumo.

Começamos logo as 9:30 com um painel que abordou qual o futuro do varejo e como tecnologia e cultura estão impactando um negócio de 5 trilhões de dólares nos EUA.

Na mesa estavam Melanie Bender da Westfield, Katharine Power da Clique Media Group, Michael Schrage do MIT (Autor do livro: Who do you want your customers to become?) e Chris Tate do Bailey Group.

Alguns argumentos interessantes foram levantados para discussão como o de que não devemos estudar mais Varejo e sim comportamento de compra, pois não existe mais estratégia de Varejo, mas estratégia de consumo, estudar a forma como os consumidores consomem, pois o consumidor esta no centro do negócio.

Para corroborar com esse argumento, falou-se que o papel do varejo no final do dia é o de curar produtos, seja através de Demanda, Margem ou giro e que esse modelo de negócio sendo feito por humanos vai perder para Analytics, Big Data, Artificial Intelligence e Machine Learning, que serão muito mais eficientes para fazer a curadoria para o consumidor.

Desta forma o varejo do futuro terá que caminhar para o desenvolvimento de produtos, assim como marcas fazem hoje, aumentando ainda mais a intersecção entre os dois mundos.

Outros aspectos interessantes discutidos estão relacionados ao posicionamento, pois até então, parte do trabalho de branding era posicionar fisicamente marcas em locais próximos a outras marcas que se queria ter como pares (i.e. ponto para loja na Oscar Freire) e que agora, com o digital o posicionamento se dará exclusivamente pelo comportamento atribuído as marcas pelos consumidores, dai a importância do fomento da experiência, cultura e engajamento.

Por fim falou-se do papel dos influenciadores na construção da marca e nas duas vias que esse papel tem. Muitas empresas se apoiam de blogueiras e celebridades digitais para se alavancaram, mas o caminho será cada vez mais de marcas apoiarem e construírem influenciadores que tem o perfil desejado para representar os valores e cultura do negócio.

O segundo painel que assisti hoje foi mind-blowing, e tratou de um dos temas mais abordados na SXSW 2016 que é realidade virtual, ou VR como é conhecido por aqui, e o impacto dessa nova tendência para marcas e no comportamento do consumidor. Este painel foi moderado por Stephanie Llamas da SuperData Research, contou com Eric Oliver da North Face, Torsten Wingenter da Lufthansa German Airlines e Victor Lee da Hasbro.

A discussão começou falando dos altos custos atuais de se produzir conteúdo para VR, mas que tende a diminuir cada vez mais com a popularização da tecnologia.

Também se falou que VR é parte do portfolio de ações de comunicação para reforçar a experiência nas lojas físicas e uma das melhores maneiras de passar a experiência que a marca quer para o consumidor, além de mostrar para potenciais novos consumidores o que a marca representa.

Nestes casos, o exemplo mais bacana foi o da North Face onde a intenção do VR é dar aos consumidores a experiência que os esportistas tem ao praticarem seus esporte e transmitir o mesmo sentimento que ele esta tendo no momento da prática, e eles apresentaram um vídeo mostrando como estão fazendo isso (www.youtube.com/watch?v=Cr-9ujLco50).

Os panelistas classificaram as aplicações de VR de duas maneiras para as marcas: a primeira delas é a de experiências de cultura do negócio para explorar o engajamento com a marca e melhorar a experiência do consumidor (branding), e a segunda experiência com o produto ou serviço para que você possa experimentar e comparar antes de comprar (e-commerce).

Desta maneira, aplicativos de VR pode fazer você ter a experiência da loja sentado no sofá de casa, ou ter uma experiência de unboxing e sentir o produto antes de compra-lo em casa para decidir se quer ou não o produto ajudando na conversão do comércio eletrônico.

Finalmente, foi falado dos três desafios do VR para escalar que hoje são a Tecnologia não esta madura suficiente e o fato de VR não ser mobile, você não pode andar com ele; os Softwares também não estão maduros; e o Custo de produção das ações ainda que são muitos altos principalmente para filmagens.

A terceira palestra do dia que participei foi realizada pela Head de Design Experience do Aribnb. Estava totalmente lotada e fui uma das últimas pessoas que conseguiu entrar na sala. De modo geral o evento esta muito cheio, as ruas estão lotadas e tem palestras, painéis e workshops espalhados por todo o centro da cidade, mas essa estava demais!

A apresentação foi bem bacana e falou sobre como aplicativos como Uber e Airbnb criam diversos novos tipos de interação entre as pessoas e como controlar a experiência do consumidor nesse cenário. Para isso ela se ancorou em 5 pontos: O primeiro deles é dar um Zoom-out, ou entender o todo e ter a capacidade de simplificar.

Ela exemplificou falando que aplicativos são como uma orquestra: muito treinamento e música ruim para chegar ao momento chave da música bem tocada. Neste caso as pessoas são as peças chave da orquestra e a plataforma é o mastro que alinha o interesse das pessoas.

O segundo ponto é Olhe para Frente, Entender o que as pessoas querem e direcionar o roadmap do produto baseado em analytics do comportamento do negócio e feedbacks de usuários e clientes. O terceiro ponto é Preparar o Palco, ou estruturar o site para facilitar a experiência.

Neste caso, o mundo já é caótico e o design do site trás organização para o caos, celebrar a comunidade e o serviço retirando toda distração. O quarto ponto foi o de Manter a Realidade, ou garantir que o que está sendo apresentado é verdade.

Não fingir que a pessoa do outro lado é um robô e sim mostrar que é um indivíduo para que quando você encontrar off-line você se sinta confortável. Finalmente o quinto ponto é Esteja Aberto, pois A comunidade está participando da construção da história, do negócio, desta forma a plataforma deve ajudar a criar um programa de mentoria para os participantes, ter eventos para unir os participantes para que eles troquem experiências e Dashboards que deem informações para que eles possam melhorar seus negócios.

Outra experiência bem bacana que tive foi a da Mazda que esta oferecendo caronas para levar você aos diversos locais diferentes onde acontecem as palestrais, painéis, eventos e workshops. Você se cadastrar em um dos pontos, ganha uma pulseira com código de barras e toda vez que ver um carro da Mazda é só acenar que ele poderá te levar qualquer ponto no centro da cidade onde o evento esta acontecendo.

Acho que por hoje é isso e amanhã tem mais drops do SXSW 2016!

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