E depois da copa?

em mai 29, 2014:por

Rodrigo Fadel

Sócio e CFO da eNext, é formado em Administração pela FGV-EAESP. Trabalhou com consultoria financeira, gestão de qualidade e processos na Telefônica e na controladoria do Banco Itaú.
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e depois da copa

O sentimento da população e do empresariado, em geral, é de apreensão neste momento, como refletem as baixas observadas nos indicadores de confiança. Aquele otimismo e percepção de que “agora vai” ficou para trás e temos que lidar com um cenário econômico mais severo.

A inflação persistentemente alta, mesmo com o controle de preços públicos exercidos pelo governo (principalmente eletricidade, combustível e transporte público), tem pressionado as margens das empresas, reduzindo o lucro presente e também a expectativa de melhores dias nos próximos semestres, já que ajustes para melhorar as contas públicas (aumento de impostos e/ou redução de gastos) devem ocorrer após as eleições e o banco central vem, desde o início do ano, elevando a taxa de juros.

Entretanto, sendo racional e colocando o foco no médio prazo as perspectivas ainda são boas e o sentimento que fica é de que perdemos a oportunidade de estar melhor, mas não vamos entrar num período de recessão/crise econômica.

Adversidades

Com base nos dados e expectativas acima, fica claro que o momento é de cautela e pouco crescimento de forma geral. No ecommerce, vemos o setor melhor posicionado, mantendo um forte crescimento, mas também impactado pelo ambiente geral. Ou seja, teremos boas taxas de crescimento de vendas nos próximos meses, mas poderia ser melhor.

A recomendação para os próximos meses é de avaliação cuidadosa de receitas e custos, de forma a conhecer as margens e resultados que cada canal, campanha ou estrutura agrega ao negócio e direcionar investimentos e gastos para projetos que tragam o melhor retorno.

Até recentemente víamos muitos casos onde as empresas exigiam que o ROI fosse positivo para investir. Hoje, é tempo de ser mais seletivo nos investimentos e escolher dentre as diversas possibilidades aquela que me dará melhor retorno. Em outras palavras, abrir mão do crescimento de vendas baseado em ROI baixos e, as vezes, negativos, para buscar rentabilidade.

Isto não significa reduzir investimentos ou se fechar para novas soluções e oportunidades, mas sim revisar o leque de opções e direcionar os recursos com base na rentabilidade esperada.

Está é uma recomendação geral e deve ser analisada sob a ótico de cada negócio, realizando os ajustes de estratégia. O que é recomendável e necessário a todos os negócios é que estruturem melhor seus indicadores e façam uso deles para uma boa tomada de decisão.

Em momentos de euforia e de forte crescimento o resultado geral é suficiente para cobrir eventuais erros, mas em situação de menor confiança como o atual existe menos margem para estes erros. Portanto, refinem seus números, conheçam os indicadores e tomem decisões bem embasadas.

Momentos de adversidade no mercado são uma ótima oportunidade para empresas saudáveis se destacarem.

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One Comentários

  1. David Almeida disse:

    Muito bom o post Rodrigo, o mercado internacional está um pouco assustado com o momento que o Brasil atravessa e isso com certeza afetará a entrada de recursos no Brasil, o que tornará o capital mais escasso e “caro” com aumento das taxas de juro.

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