É durante a crise o momento para apresentarmos soluções inovadoras

em jul 11, 2016:por

Redação Next Ecommerce

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Artigo  contéudo

Em 2011, quando a Rakuten comprou a startup Ikeda, responsável pelos sites de Ri Happy, Cobasi e Etna, criou-se uma grande expectativa no mercado brasileiro de e-commerce. Afinal, a gigante japonesa tinha colocado oficialmente seus pés no Brasil.

Não faltam à Rakuten números superlativos que justifiquem essa expectativa. Fundada em 1997, a empresa é líder de comércio eletrônico no Japão – nem a Amazon é páreo. Com seu modelo de marketplace, a empresa hospeda mais de 40 mil lojistas e vende produtos para mais de 100 milhões de clientes.

Iniciado no e-commerce, o império da Rakuten se estende hoje a plataformas para viagens, entretenimento e serviços financeiros. Japoneses podem, por exemplo, comprar usando um cartão de crédito da marca.

Por suas dezenas de unidades de negócios, a Rakuten transacionou mais de US$ 26 bilhões em 2015. Com ações na bolsa de Tóquio, seu valor é de US$ 14,9 bilhões. O fundador e CEO, Hiroshi Mikitani, ocupa a quinta posição na lista dos japoneses mais ricos, elaborada pela Forbes.

Com tanto dinheiro, a gigante japonesa passou a comprar ou investir em startups estrangeiras, como Viber, Cabify, Lyft e Pinterest. A estratégia era não apenas aumentar seu alcance além da ilha japonesa, mas também tornar o nome conhecido mundo afora.

Foi neste movimento que a Ikeda acabou assimilada. Cinco anos depois, porém, o impacto nacional da Rakuten não correspondeu à expectativa criada.

A empresa desenvolveu duas plataformas de e-commerce no Brasil, a Rakuten Genesis e a Nexus, prestes a serem exportadas para outros mercados. Entre seus clientes, estão Hope, Nespresso e Johnson & Johnson. A operação nacional não revela o total de lojistas que tem como clientes.

O problema é que a disputa no setor é feroz. Seus principais rivais são nomes tradicionais e bem financiados, como as brasileiras Vtex e Bseller, da B2W, e a argentina Mercado Livre, o maior marketplace da América Latina. A Rakuten Brasil já é lucrativa, mas está longe da relevância que a gigante tem no Japão.

Para tentar mudar este cenário, a Rakuten promoverá o diretor de operações René Abe para o cargo de CEO a partir de 1º de agosto. Com passagens pelo Buscapé, PayPal e Citibank, Abe tomará o lugar que foi de Ken Okamoto à frente de quase 150 funcionários no Brasil. Nesta entrevista, o executivo detalha a nova estratégia nacinal da companhia.

Qual será seu objetivo à frente da Rakuten Brasil?
Minha missão é transformar a Rakuten Brasil no líder desse mercado e estou muito feliz em ter os recursos para fazer isso acontecer. Nós temos um respeitável número de lojistas usando as soluções da Rakuten Brasil. Acelerar e crescer exige muito esforço e estamos extremamente comprometidos em garantir o crescimento e a lucratividade da Rakuten Brasil.

Essa mudança gerencial marca uma nova postura da companhia no Brasil?
O ponto é que a Rakuten aprendeu muito sobre o Brasil nesses últimos anos, e agora é a hora de acelerarmos combinando o que aprendemos com o ecossistema da Rakuten Global. Nosso comprometimento como sucesso da Rakuten no Brasil é imenso.

Em quais áreas a Rakuten pretende investir mais pesado durante o próximo ano?
Posso dizer que estamos sempre alertas sobre boas oportunidades de negócio que façam sentido para a nossa estratégia, mas não falamos sobre planos de investimento antes de acontecerem.

Na estratégia global, qual é o papel do Brasil?
Sem dúvida, o potencial econômico e a relevância regional pesam a favor sobre a presença da Rakuten no país. O Brasil é cheio de elementos que só acontecem aqui. Temos que usar muita criatividade e inovação para conseguir ter sucesso num país como esse.

Os exemplos são a Rakuten Genesis, que foi premiada como a melhor plataforma de ecommerce para o varejo brasileiro em 2016, e o Rakuten Nexus, que conecta todos os marketplaces, ERPs, operadores logísticos e operadores de pagamento através de uma única API.

São projetos criados no Brasil que nos orgulham e que podem ser aproveitados em outros mercados onde a Rakuten está presente.

Quando comprou a Ikeda em 2011, a Rakuten afirmou que via o Brasil como um dos seus mercados prioritários. Isso mudou?
A relevância e a prioridade do mercado do Brasil não mudou. Nós confiamos no potencial de longo prazo desse país, e a aquisição (da Ikeda) nos trouxe parte da tecnologia e parte do time que acelerarão juntos para nos tornarmos a mais relevante empresa de comércio digital do país.

Por que aumentar o investimento logo quando o Brasil vem passando por um dos seus momentos econômicos mais difíceis das últimas décadas?
Alta volatilidade e incerteza do cenário político são pontos comuns em mercados emergentes e sabemos separar isso. O Brasil mostra possuir instituições fortes, respeito aos contratos e um mercado muito grande.

É exatamente durante crises, onde as empresas sofrem em fornecer serviços de qualidade, o momento chave para aproveitarmos o fato de já sermos uma empresa relevante e que tem o apoio de um dos maiores grupos globais de internet.

É uma forma de oferecer a inovação que outras empresas falham em fornecer com qualidade e, principalmente, a um custo imbatível.

Na América Latina, quem domina o setor de marketplaces é o argentino Mercado Livre. Qual a estratégia que a empresa adotará para concorrer com um player tão estabelecido na região?
Somos empresas muito diferentes e até colaboramos com eles. A plataforma Rakuten Nexus oferece conectividade direta dos usuários de nossas soluções para o marketplace deles, assim como fazemos para todos os marketplaces do mercado.

Ou seja, não temos como objetivo entrar no lugar dos lojistas. Estamos aqui para ajudar no crescimento deles. A multiplicidade e a heterogeneidade dos vários marketplaces existentes no Brasil, com geradores de tráfego de Internet, sistemas de pagamento, operadores logísticos, faz com que a complexidade escale e fique inatingível ao lojista.

Existimos para eliminar essa complexidade e simplificar o acesso aos melhores serviços, que antes só estavam disponíveis a poucos lojistas, para todos.

A Rakuten já fez aportes em startups globais. Algumas, como Cabify e Viber, já estão no Brasil. Outras, como a Lyft, ainda não. A atuação da companhia pode funcionar como “ponte” para as investidas chegarem ao Brasil mais facilmente?
Bem, cada mercado tem suas particularidades. Ao entrar em cada mercado, avaliamos bem as opções para determinar o melhor ponto e maneira de entrada – e como somos um ecossistema global, sempre temos a oportunidade de introduzir novos serviços, mas não tenho nada a acrescentar sobre o assunto no momento.

Fonte: Época Negócios

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