Gamificação: Como fazer? Parte 2

em mar 13, 2014:por

Redação Next Ecommerce

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Gamification

Esse é o segundo de três artigos (confira o primeiro) sobre como fazer uma gamificação funcional. O projeto foi escrito por Karl Kapp, professor de tecnologia e internacionalmente conhecido por seus dois livros sobre gamificação, ambos em conjunto com a ASTD.

 

Embora o termo “gamificação” estivesse em pauta desde 2002, ele não caiu nas graças do público até pelo menos meados de 2010. Contudo nesses anos, tivemos alguns cases de sucesso de implantação do conceito. Analisando-os é possível criar uma lista com as 10 melhores práticas da gamificação. Esse artigo não se trata de analisar exemplos específicos, mas sim discutir as melhores práticas utilizadas neles. Para checar alguns exemplos de sucesso você pode checar alguns artigos da LearningMAG:

 

1. Identifique os critérios de sucesso em primeiro lugar.

Antes de começar com os eventos de aprendizagem por gamificação, certifique-se que você já saiba de que constitui-se o sucesso para você. É 100% de participação? Resultados de negócio mensuráveis? A pontuação feita num teste?

Caso o sucesso não esteja definido anteriormente à iniciativa, será difícil saber se a “campanha” está rendendo bons resultados, fica complicado traçar o sucesso e ainda mais difícil convencer as pessoas que o sucesso foi alcançado. A ideia de sucesso pode ser trocado e mudado tanto para mais quanto para menos ao longo do tempo, então tenha certeza que todo mundo está alinhado com o conceito de “sucesso” e faça alguém escrevê-lo.

 

2. Leve alternativas em consideração

Isso pode soar estranho vindo de um defensor da gamificação, mas em muitos casos eu vi soluções simples e fáceis para questões de aprendizagem serem complicadas por gestores. A gamificação está na moda, e a oportunidade para sua utilização falha é vasta.

Mesmo se você eventualmente optar pela solução gamificada, o processo de pensamento através de alternativas e a cuidadosa defesa sobre a decisão para os stakeholders, tanto internos quanto externos, fornece um alicerce sólido para perseguir a solução. Caso a solução alternativa servir melhor, use-a. Somente utilize-se da gamificação como solução de aprendizagem quando fizer sentido para você e para seus colaboradores.

 

3. Mantenha as pessoas a par das necessidades do negócio

Todas as iniciativas de treinamento e aprendizagem devem ser colocadas ao lado dos negócios da empres, mas a gamificação exige ainda mais. Você precisa ter certeza que está realmente movendo as pessoas em direção às necessidades da empresa e não somente usar a gamificação como muleta para suportar um conteúdo sem significado para a organização ou até mesmo para o indivíduo.

 

4. Crie uma história/contexto

Particularmente, um meio bastante poderoso para motivar os indivíduos é dar significado aos ideais através de um contexto apropriado. Explique o porque eles estão ganhando pontos, quem eles estão tentando salvar, porque eles estão procurando por um tesouro. Lembre-se: a gamificação funciona bem quando está contextualizada – crie um motivo para que as pessoas interajam com o conteúdo criado por você.

 

5. Use a ciência para aumentar o aprendizado

Existem dois mecanismos poderosos embutidos nos esforços da gamificação: a recordação e a prática da memória. A memória requer que as pessoas lembrem-se das informações em vez de simplesmente ler ou ouví-las novamente.

Um estudo mostra que os benefícios da prática da memória são conhecidos por pelo menos 100 anos, e já foram demonstrados com diversos grupos. Somente a prática da memória sem suporte consegue prover uma melhora de 20% no desempenho de lembranças. Assim sendo, pergunte às pessoas para lembrarem do conteúdo e agirem em cima dele – respondendo perguntas sobre o conteúdo é uma ótima forma de praticar a memória.

Já a recordação se trata de prover aos colaboradores quiz, ou cursos com conteúdos espaçados ao longo do tempo. Isso também estã entre as grandes descobertas da psicologia, acontece que quanto maior o tempo de intervalo entre eventos que exigem recordação maior o potencial de benefício – 24h é o valor mais otimizado.

A recordação em tempos espaçados ajudam os colaboradores a acessar as informações memorizadas sorbe longos períodos de tempo, porque esse espaçamento promove o processamento do conteúdo aprendido mais profundamente. Ele também evita dois problemas herdados de muita prática: fadiga e a dificuldade de diferenciar o que foi aprendido e o que foi decorado.

 

6. Faça um sistema de pontuação e prêmios transparente

Primeiramente faça com que as pessoas pontue facilmente, fuja de fórmulas e algoritmos complicados. As pessoas devem ser capaz de conectar diretamente as ações e atividades à sua pontuação para que eles entandam o que precisa ser feito para ser bem sucedido. Em segundo lugar, determine o que acontece com os diferente cenários de pontuação ao longo do tempo. Crie vários cenários para ver o que acontece: o que fazer com quem erra todas? o que fazer com quem acerta todas? o que fazer com quem ignora todas? Talvez sejam cenários improváveis, mas se você consegue imaginá-lo com certeza acontecerá. Você precisa saber quais os potenciais problemas e conflitos antes do processo e não durante ele.

 

7. Mantenha as regras simples

A complexidade não é um aliado na criação do processo. Ao desenvolver soluções gamificadas, a tendência dos times de design e desenvolvimento é de adicionar complexidade e fugir das tendências. Também providencie tutoriais ou experiências de aprendizagem das regras, para que as pessoas aprendam logo de início e não tenham nada a perder. Você não quer que a experiência seja aobre quem sabe melhor as regras, e sim sobre quem aprende mais.

 

8. Mantenha os rankings pequenos

Ninguém gosta de competir contra o melhor do mundo em nada. Se possível permita que os jogadores escolham entre seus amigos para colocar em um leaderboard específico personalizado, ou estruture um ranking por departamento, por região do escritório, para permitir que as pessoas contribuam mais livremente.

Considere somente disponibilizar uma posição relativa no ranking. Isso talvez signifique mostrar 5, 6 pessoas acima e abaixo do jogador em questão. Lembre-se independentemente de que mostrar para as pessoas, SEMPRE mostre os primeiros colocados.

 

9. Use níveis e insígnias apropriadamente

Utilize-se dos níveis para guiar as pessoas através de um conteúdo linear e pareie cada nível com um objetivo específico de aprendizagem. Permita que o jogador saiba quantos níveis mais ele precisa completas antes da aprendizagem terminar.

As insígnias, por outro lado, são ótimas para mostrar um progresso não-linear. Elas podem ser pareadas com objetivo terminais de processos segmentados, por exemplo. Também, se possível, forneça um lugar onde os jogadores possam “ostentar” seus prêmios, de modo a alavancar a eficiência social da gamificação.

 

10. Faça testes sobre a experiência de jogo

Antes de lançae seu programa de gamificação para seus 10 mil funcionários, teste-o em um pequeno grupo piloto. Provavelmente você encontrará falhas, trapaças e atalhos que antes não fora imaginados. Humanos são as criaturas mais criativas do planeta, eles vão achar coisas que você não previu. Aprenda sobre esses elementos primeiro, faça testes.

 

Bonus: Monitore o progresso da aprendizagem

Uma vez que o evento de gamificação fora lançado, você não pode simplesmente sentra e esperar que tudo se desdobre sozinho sem monitoramento. A maioria das plataformas de gamificação fornecem dashboards de backend ricos que permitem uma inspeção minuciosa do processo.

Tire vantagem desses dashboards. Procure por jogardores que estão evoluindo extremamente rápido ou devagar através do conteúdo e então descubra o por que. Procure pessoas que estão pontuando mais do que você achava possível ou provável, veja se as pessoas estão se interessando ou não, se são muitos, poucos ou todos os jogadores que estão tendo problemas, quanto tempo cada um desprende no processo. Uma vantagem das plataformas é que elas possuem a capacidade de fornecer dados ricos e em tempo-real.

 

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