Gigante do comércio online define estratégias para TV

em out 23, 2013:por

Anna Wagner

Cursa Publicidade e Propaganda na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. Atua desde 2012 na área de marketing, trabalhando com Startups na área de e-commerce e e-service. Atualmente é responsável pelo marketing na eNext Consultoria em E-commerce.
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A guerra da TV fora da TV está ficando mais quente. No momento em que o Netflix anuncia que produz sua primeira série em parceria com um estúdio de Hollywood, o Sony Pictures Television (responsável pelos sucessos “Breaking Bad” e “Blacklist”), a Amazon se confirma como um concorrente de peso.

A gigante do comércio online está produzindo cinco séries originais, escolhidas entre 14 pilotos disponibilizados para voto popular em abril, e anunciou outros três projetos a serem avaliados pela audiência on-line.

Todos os produtos estão prometidos para o começo de 2014 e serão transmitidos pelo seu Instant Prime Video, ainda indisponível no Brasil.

Nessa plataforma de vídeo sob demanda, o espectador escolhe quando e o que assistirá, como no Netflix.

Entre as produções já confirmadas, o carro-chefe é “Alpha House”, uma comédia criada pelo premiado cartunista Garry Trudeau e estrelada por John Goodman.

A atração segue a moda das séries políticas que atingiu o auge com “House of Cards”, do Netflix, ao mostrar quatro senadores muito loucos dividindo uma mesma casa.

No elenco, a humorista Amy Sedaris, a atriz Cynthia Nixon (a Miranda, de “Sex and the City”) e Bill Murray, em participação especial.

Entre os projetos em teste, “Mozart in the Jungle”, com 30 minutos de duração, parece ser o mais ousado. A série foi escrita por Alex Timbers, com carreira no teatro nova-iorquino, e pela dupla Roman Coppola e Jason Schwartzman, que trabalhou em “Moonrise Kingdom” (2012).

O uso de ícones do hipsterismo nas séries da Amazon (Murray, Coppola e Schwartzman) é um dos exemplos de armas contra o Netflix.

“No mundo digital sob demanda, as séries amadas por um grupo de pessoas têm muito mais valor que as séries que despertam interesse mediano por um grupo maior de pessoas”, disse Roy Price, diretor da Amazon Studios, em evento de TV na França no começo do mês.

Seguindo essa lógica e usando estratégia semelhante à do Netflix, a Amazon usa dados dos espectadores para definir sua programação.

A maneira como isso acontece é que talvez seja mais extrema que a do concorrente: qualquer usuário está apto a inscrever um projeto no site.

Segundo o Amazon Studios, após uma primeira chamada por roteiros de filmes e séries de TV que geraram 18 mil textos, há 24 filmes e 30 séries em desenvolvimento.

O diretor do estúdio afirma que a Amazon está em busca de conteúdo “original e interessante” e que, da mesma forma que a televisão conseguiu se diferenciar do cinema, a “nova TV” também vai ser diferenciar da velha ao encontrar sua voz.

“A nova TV está mais perto do que o romance era no passado”, disse Price, sobre o formato que permite assistir em maratonas e sem comerciais, onde, quando e do jeito que o espectador preferir.

NETFLIX

A nova investida em dramaturgia do Netflix é um suspense psicológico desenvolvido pela mesma equipe de “Damages”, com Glenn Close. A série pretende mostrar o inferno da família contemporânea norte-americana. Os 13 capítulos serão lançados no começo de 2014.

Do lado estratégico, segundo o “Wall Street Journal”, a empresa negocia com operadoras de TV paga para disponibilizaria seu conteúdo no mesmo decodificador de canais das operadoras.

Procurados, Amazon e Netflix não responderam até o fechamento da edição.

Fonte: Folha de S. Paulo

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