Internet das coisas: 34 bilhões de dispositivos em 2020

em jun 03, 2016:por

Redação Next Ecommerce

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Até 2020, existirão 34 bilhões de dispositivos – PCs, smartphones, tablets, smartTVs, relógios inteligentes e internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) -, em todo o mundo, conectados à internet. Isso significa que são mais de quatro dispositivos para cada humano no planeta (a população mundial é de 7,426 bilhões de pessoas). O cálculo é da Business Intelligence (BI) e indica que a IoT tem o poder de revolucionar todas as coisas – casas, negócios e cidades inteiras. Apenas a IoT deve demandar investimento no quinquênio 2015/2020 de US$ 6 trilhões, ou 1,25% do PIB global no mesmo período. Esses US$ 6 trilhões gerarão retorno (ROI) de US$ 12,6 trilhões na década compreendida entre 2015-2025.

Outra estimativa, da União Internacional das Telecomunicações (ITU), prevê que, em 2018, pelo menos metade do mundo estará conectado à internet (atualmente, o índice é de 46,4%, conforme o site Internet World Stats). Em 2020, ainda pelos dados da BI e do Goldman Sachs, o preço do hardware deve despencar, o que elevará o número de equipamentos IoT a 24 bilhões instalados. Esses bilhões de dispositivos deverão ser usados, principalmente, por corporações e governos. As aplicações, afirma o estudo, orientam-se para as mais diversas áreas. Para o setor de petróleo, cujos preços têm caído, o investimento em IoT tornará as companhias mais eficientes. Por segmento, devem se beneficiar com esse avanço da IoT, na sequência, a indústria de manufaturas, o setor financeiro, as operadoras de telefonia, as companhias de energia, o varejo, o segmento de viagens e transportes, a indústria da alta tecnologia, o ramo farmacêutico, o automobilístico e, por fim, a indústria de mídia e entretenimento.

Projeções da ONU apontam que a população mundial urbana deve chegar, até 2050, a 70%. Atualmente, mais de 50% das pessoas já vivem nas cidades. Isso significará que o planejamento urbano para a conexão dessas concentrações urbanas será ainda mais importante. E que o investimento em IoT será exponencial: de US$ 50 bilhões em 2014 para US$ 140 bilhões até 2019. Ainda em 2020, ou seja, em apenas quatro anos, 6 bilhões de dispositivos de IoT serão usados pelas próprias cidades.

Esse smartworld abrange desde sistemas automáticos de defesa, geridos pelo governo a drones (no ano passado, foram vendidos 700 mil drones no mundo; projeção calcula vendas quase 60% maiores este ano) e robôs usados pela indústria e pessoas. No ano passado, por exemplo, a indústria automobilística já registrou uma expansão acelerada de carros conectados por sistemas multimídias (por CarPlay ou Android Auto, da Apple e Google, respectivamente, e outros proprietários como MyLink, da Chevrolet, o AppConnect, da Volkswagen ou o Sync, da Ford). Nos EUA, a AT&T conectou cerca de 3 milhões de veículos nos nove primeiros meses do ano passado. Isso significa 43% do total das vendas de oito fabricantes norte-americanos: GM, Ford, Audi, BMW, Tesla, Nissan, Volvo e Subaru.

O problema, de acordo com o relatório do BI, é que a infraestrutura atual não é capaz de suportar o tráfego de internet que se expande conforme aumenta a base instalada de dispositivos conectados. Para isso, novas redes precisam ser construídas. O segundo problema é que, tanto para empresas e governos quanto para consumidores finais, essas redes enredam-se com outras existentes e tornam ainda mais confusa a proliferação de operadoras. Isso, afirma o estudo, cria vulnerabilidades e as deixam (as redes) prontas para serem atacadas por hackers. Por esse motivo, a demanda por segurança cibernética deve apresentar sensível aumento. Mas, isso não deve barrar a expansão acentuada da internet das coisas: o investimento previsto no quinquênio 2015/2020 é de US$ 6 trilhões. É algo equivalente a 1,25% do PIB global no mesmo período. Ainda dentro da expectativa da BI, esses US$ 6 trilhões gerarão retorno (ROI) de US$ 12,6 trilhões na década compreendida entre 2015-2025.

Fonte: Meio&Mensagem

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