Lacunas do comércio online

em dez 12, 2016:por

Redação Next Ecommerce

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Cada vez mais pessoas estão comprando online e o resultado do e-commerce na recente Black Friday, data promocional realizada na semana passada, comprova isso: R$ 1,9 bilhão em venda, um crescimento de 17% em relação a 2015, segundo a Ebit. Porém, ao analisar o varejo online um pouco mais de perto é possível perceber que há muito espaço para crescer.

A representatividade do e-commerce no varejo brasileiro ainda é pequena – apenas 4%. Além do aumento no número de pessoas acessando a internet – com os smartphones isso ficou muito mais fácil e rápido – outro aspecto importante para o crescimento e fortalecimento do e-commerce é a ampliação da oferta.

Já é possível comprar praticamente tudo pela internet, mas há setores com participação tímida – um indicativo de oportunidade para quem deseja empreender. Isso ocorre principalmente no segmento de bens não duráveis – produtos de supermercado e padaria, por exemplo. Uma pesquisa realizada pelo Mercado Pago, empresa de meios de pagamentos online, com 600 internautas que já fizeram ao menos uma compra pela internet, revelou que 71% deles nunca compraram bens não duráveis pela web. Sobre os motivos, 55% afirmaram que poucos supermercados oferecem o serviço ou que sua rede preferida não o disponibiliza. Já, 34% disseram desconhecer a oferta online desses produtos e 30% apontaram o valor do frete como fator desestimulante. As respostas eram de múltipla escolha e esses foram os principais motivos apontados pelos entrevistados.

Isso mostra que há demanda! E há espaço para os supermercados e demais comércios de bens não duráveis aumentarem a oferta de produtos pela internet. O e-commerce é um segmento promissor no Brasil e a tecnologia necessária para os supermercados atuarem nesse canal está disponível. Claro que vender e entregar livros, moda e peças automotivas, por exemplo, é muito mais fácil do que legumes, frutas e pães. Não é à toa que os bens não duráveis são a minoria no portfólio do e-commerce. Mas, é diante do desafio que surgem ideias inovadoras e grandes negócios. A demanda está aí, esperando para ser atendida.

A pesquisa também trouxe alguns inputs sobre o comportamento daqueles que afirmaram já terem feito compras em supermercados online (29% dos entrevistados). A maior parte das vendas virtuais em supermercados (43%) possui um tíquete médio acima de R$ 200,00. Já, 26% somam entre R$ 101,00 e 200,00; 17% entre R$ 50 e R$ 100; e 14% menos de R$ 50.

Quanto à frequência, 16% afirmaram que fazem compras de uma a três vezes por mês – o mesmo percentual de pessoas que disseram comprar uma vez por mês; 13% adquirem algum produto uma vez por bimestre; 4,27% uma vez por semana; e 3,42% compram bens não duráveis pela internet mais de uma vez por semana. A forma de pagamento mais utilizada pelos compradores online é o cartão de crédito (59,3%), seguido de boleto (51,7%). A maioria das compras (80,5%) é feita por meio de computadores e notebooks, enquanto os smartphones são responsáveis por 33,9% delas.

Também no caso dessas questões, os respondentes podiam escolher mais de uma alternativa para resposta. Mas, e os 71% que afirmaram nunca terem feito uma compra de bens não duráveis na web, o que os faria mudar de ideia? A pesquisa, também com indicações de múltipla escolha, apontou: melhores preços (65,5%), frete grátis (59%), a presença de mais redes de supermercados na internet (30%) e poder receber e ver o produto antes de pagar (25%). A conclusão que temos diante disso é: o consumidor, principalmente o da geração Millenium – nascidos a partir de 1980 – sabe o que quer e está ávido por desfrutar da facilidade e do conforto da compra online, independentemente do produto a ser adquirido.

Fonte: Estadão

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