Nordeste teve R$ 14 milhões em fraudes evitadas

em jul 21, 2014:por

Redação Next Ecommerce

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Nos três primeiros meses deste ano, a região Nordeste teve 18.889 fraudes evitadas em compras online. No total, R$ 14,6 milhões foram preservados no mesmo período.

Os dados foram levantados pela ClearSale, responsável por aproximadamente 80% das análises feitas no e-commerce. Segundo o diretor de inteligência estatística da empresa, Rafael Lourenço, o NE é a região que mais registra ocorrências de fraudes em compras pela internet.

Na Bahia, por exemplo, os setores que mais registram as tentativas de trapaças online são: celular (23,5%); games (14,9%) e informática (13,7%).

Itens de informática ficaram em segundo lugar, com 10,8%; seguido por games, com 10,7%. Itens de beleza representaram 7,9% e, em último lugar, itens automotivos, com 6,1% de compras de má-fé evitadas. A média geral da região foi de 4,6%.

Em geral, a procura dos fraudadores por telefonia celular se destaca das demais. Nesse segmento, 13,6% das compras realizadas foram identificadas como embuste e, dessa maneira, a transação criminosa foi evitada.

“Temos um aparato tecnológico e trabalho de inteligência que ajudam a identificar e combater essas fraudes, por isso que o serviço é essencial aos fornecedores”, explica Lourenço.

Isso porque, diz ele, quando ocorre uma trapaça em compras pela internet, o prejuízo pela transação é do fornecedor. “Quando o consumidor identifica o dano e procura a loja, seu dinheiro deve ser devolvido imediatamente, mas o estabelecimento sofre a perda, já que essas fraudes são difíceis de serem identificadas”, assinala.

Legislação

Os mesmos direitos dos consumidores de lojas físicas são os do comércio virtual, no entanto esses últimos têm maior vantagem no que se refere ao direito de arrependimento do art. 49 do CDC.

A relação de consumo fora do estabelecimento comercial, como telefone e internet, permite que o consumidor desista do produto em sete dias, a contar da assinatura ou recebimento do produto ou serviço.

“Mas nesse tipo de compra é importante que o consumidor não forneça muitos dados pessoais, principalmente os desnecessários, como nome dos pais”, orienta o superintendente do Procon-BA, Ricardo Maurício Freire Soares.

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