O Berço do Big Data

em jun 10, 2013:por

Anna Wagner

Cursa Publicidade e Propaganda na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. Atua desde 2012 na área de marketing, trabalhando com Startups na área de e-commerce e e-service. Atualmente é responsável pelo marketing na eNext Consultoria em E-commerce.
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A edição de maio da revista Veja abordou na matéria de capa o Big Data: nome em inglês usado para definir a tectônica quantidade de dados e informações que produzimos no mundo digital.

Há duas décadas, estocar 1 gigabyte saía por 1.000 dólares. Hoje, custa apenas 6 centavos. Os processadores tomaram-se velozes, os programas ficaram mais inteligentes e a quantidade de dados cresce exponencialmente. Tudo isso junto é o berço do Big Data.

Em toda a história, a humanidade tomou decisões com base numa parte do todo – na amostragem, na pesquisa, na estimativa. Agora, pela primeira vez, podemos começar a tomar decisões com base no todo, com 100% de informação. Escreve Michael Malone, professor da Universidade Santa Clara, no Vale do Silício:

 “A humanidade viveu 10.000 gerações fazendo escolhas impregnadas de incerteza. Eram grandes saltos no desconhecido”.

Na era do Big Data, deixaremos de viver como as 10000 gerações que nos antecederam. Para alguns pesquisadores, o Big Data é tão revolucionário na vida humana quanto a descoberta do fogo ou o início da agricultura.

O monumental impacto será sentido em todos os campos. É provável que tenhamos de superar nossa tendência mental a medir tudo com precisão e rigor. Na era do Big Data, isso é desnecessário e inútil. A vasta quantidade de dados diluiu a eventual má qualidade.

O matemático americano Peter Norvig, ex-diretor de tecnologia da informação da Nasa e atual diretor de pesquisa do Google diz:

“Com o Big Data, gasta-se muito mais tempo coletando dados do que chegando a resultados. Mais de 90% da informação armazenada sempre aparenta ser dispensável. O que percebemos é que o real diferencial está no que é considerado lixo. Grandes descobertas ocorrem quando olhamos com os olhos corretos o que foi descartado e assim vemos o que esses dados podem nos revelar do mundo. Esse é o segredo do Big Data”.

A análise do oceano de informações pode revelar um padrão, uma correlação, um significado antes oculto e, quase sempre, ajuda a prever o futuro.

A questão é, de que forma utilizá-lo? Afirma-se que o Big Data está revolucionando a civilização, então certamente, ele também influencia os seus negócios. Vejamos o caso da Amazon, citado na matéria. De cada 100 pessoas que entram no e-commerce apenas duas cumprem todas as etapas para efetivamente comprar algum item. Sobre esses 2% de usuários a loja sabe quase tudo: nome, endereço, nacionalidade, e-mail, produtos preferidos, hábitos de compra, etc. Esses são dados estruturados. O desafio do Big Data é capturar dados dos 98% que não chegaram até o fim, mas foram deixando pelo caminho informações valiosas que ajudam a Amazon a entender as razões pelas quais a venda não foi concretizada. A partir dessas análises, a empresa poderá aprimorar seu site, diminuindo as etapas da escolha até a compra.

Em pouco tempo, não é exagero prever que o Big Data irá se tornar a ferramenta principal de sucesso para os varejistas no e-commerce. Além de permitir insights sobre o comportamento do consumidor e tendências do mercado, o Big Data é a chave para tomar decisões precisas para melhorar praticamente todos os aspectos do negócio.  Reter consumidores e criar campanhas cada vez mais direcionadas e segmentadas é apenas um dos benefícios. A imensidão de dados, quando propriamente analisada, permite o desenvolvimento de produtos cada vez mais personalizados e orienta o processo para oferecer a melhor experiência possível ao usuário.

 Na economia industrial, o petróleo é o ouro negro.

 Na economia do futuro, o ouro é o dado.

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