O Google Glass será bom para o Ecommerce?

em jul 10, 2013:por

Anna Wagner

Cursa Publicidade e Propaganda na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. Atua desde 2012 na área de marketing, trabalhando com Startups na área de e-commerce e e-service. Atualmente é responsável pelo marketing na eNext Consultoria em E-commerce.
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Caso você ainda não saiba do que se trata o Google Glass, ele é basicamente um computador que parece um par de óculos futurísticos.

Você pode utiliza-lo para conseguir direções, verificar informações de voos, ou qualquer outra tarefa que um computador realizaria.

Enquanto alguns afirmam que o Google Glass é o dispositivo do futuro, eu me pergunto qual é o propósito dele e se ele pode ser uma boa oportunidade para o e-commerce.

Primeiramente, o Google Glass oferece ao e-commerce as mesmas ideias promocionais que todos nós já tentamos e abandonamos.

Da mesma forma quando enviar sms ainda era novidade, os varejistas tentaram bombardear mensagens de notificação para abordar os clientes enquanto eles passavam em frente das lojas, e não funcionou.

Agora, o Google Glass promete a mesma abordagem. O que levanta a questão: Você quer mesmo ser bombardeado por mensagens promocionais enquanto você caminha ao longo da rua? Eu não.

Alguns afirmam que, ao contrário dos dispositivos móveis, o Google Glass significa que você não precisará mais olhar para baixo e visualizar a tela do seu celular para verificar as informações. Porém, esse é mesmo um beneficio tão importante para nós?

Tenho observado tendências da tecnologia nas vestimentas irem e virem, incluindo camisetas com LEDs embutidos e celulares acoplados em jaquetas.

Uma vez, eu até vi um teclado acoplado em um par de jeans. E todas essas novidades desapareceram, pois elas eram simplesmente inúteis.

Nós gostamos da capacidade de guardar nosso celular no bolso, ou guardar nossos notebooks e tablets na bolsa. Isso porque, não é agradável vestir essas tecnologias e ter uma tela projetada no nosso rosto o tempo todo. Para que a tecnologia de vestimenta do Google Glass seja algo sustentável, é preciso que ela seja muito mais legal do que apenas alguns early adopters utilizando-o.

Enquanto a maior parte das funcionalidades do Google Glass não funcionará para o comércio eletrônico, há potencial para que elas evoluam ao longo do tempo.

Enquanto outras tendências tecnológicas similares (relacionadas a vestimentas) podem não ter durado, o Google Glass aposta em conquistar as pessoas através da sua portabilidade e pelo fato de ser transferível, o que significa que pode ser utilizado quando for mais conveniente, assim como um par de óculos.

Estamos acostumados a celulares e tablets e de como eles podem ser transferidos para qualquer bolso ou bolsa, não havendo a necessidade de inseri-los em roupas. Porém, telas em óculos podem sim ser mais convenientes, o que pode ser sustentável.

Porém, talvez a melhor solução seja uma tela de Bluetooth conectada a um iPhone.

Os clientes podem ficar irritados por uma corrente de ofertas especiais bombardeando seus campos de visão com o Google Glass, mas, eles podem estar interessados ​​em uma sinalização virtual para um determinado produto na loja, ou comparação rápida de preço.

No entanto, vamos ter que esperar até o hype acabar e então perguntar para alguns usuários regulares o que eles querem ou o que funciona. Isso pode ser importante no desenvolvimento de ferramentas úteis para os varejistas.

O Google também está sugerindo que poderá abrir algumas lojas para vender o Google Glass, a fim de permitir que as pessoas os experimentem. Provavelmente da mesma forma que a Apple criou templos para sua marca, o Google almeja fazer o mesmo.

 

Agora que o Google tem um produto tangível para vender, ao contrário das suas ofertas on-line, ele pode começar a desenvolver uma presença de rua para a marca.

 

Sobre o cenário atual, vamos ser positivos e considerar cinco possibilidades relacionadas ao comércio eletrônico para o Google Glass:

 

 

 

1. Reconhecimento de imagem

Você pode usar o software de reconhecimento de imagem para tirar uma foto com o Google Glass e mostrar informações sobre um produto, preço e a oferta de encomendá-lo online, por exemplo, através da Amazon.

2. Comparação de lojas

O Google Glass pode ser usado para comparação de lojas, através da identificação de um produto em uma loja, e em seguida, pesquisando as opções para o melhor preço disponível.

3. Segmentação baseada em localização

Se as lojas de varejo optarem por utilizar a ferramenta de envio de mensagens de notificação aos usuários, elas devem certificar-se de que essas mensagens só aparecerão como mensagens pop-up para o usuário do Google Glass, no momento que eles estão passando pela loja, apenas uma vez.

Você poderia receber convites para a loja, com ofertas ou descontos especiais. Enquanto essas mensagens são baseadas na  localização geográfica, a mensagem tem contexto para ser útil e pode ser uma poderosa oportunidade para os varejistas.

Mensagens baseadas na localização dos usuários não são tão irritantes como mensagens aleatórias ou anúncios constantes sendo transmitidos no Google Glass quando você está longe da loja. Mas tenha em mente que essa ferramenta promocional não é nada nova, como foi proposto quando mensagens de texto foram introduzidas pela primeira vez em dispositivos móveis, seguidas por WAP, 3G e agora tablets.

 

As experiências até o momento não têm sido muito impactantes. Afinal, você consegue se imaginar andando pela rua enquanto a cada três a cinco segundos uma mensagem diferente aparece na sua frente?

Enquanto os varejistas não exagerem, essa ferramenta poderia ser útil para os consumidores.

O Google Glass tem a vantagem de ser acoplado em seu rosto, assim você não precisa olhar para baixo, enquanto você está andando pela rua.

Então, as pessoas vão fazer mais ou menos as mesmas coisas durante suas compras com o Google Glass, que eles fazem agora com smartphones. Eles vão comparar preços, diferentes modelos, ou enviar uma foto para um amigo perguntando: “Será que vou ficar bem com isso?”

4. Pagamentos

Utilizado em conjunto com o Google Wallet, um usuário do Google Glass poderia facilitar pagamentos on-line.

5. QR codes / links diretos

Anunciantes que usam QR codes poderiam direcionar os usuários do Google Glass para o site de um produto, ou promoção, onde a compra poderia ser realizada.

Em síntese:

As cinco possibilidades podem ser ótimas para o Google Glass, mas eu espero que o Google seja cauteloso sobre estes aspectos do comportamento do consumidor:

As pessoas não são susceptíveis a pegar seus cartões de crédito e facilmente serem capazes de digitar todos os detalhes para pedir algo online. A atividade de comércio eletrônico com o Google Glass é mais provável de acontecer através da conta da Amazon, por exemplo, já que todos os detalhes já estão pré-inscritos, ou com o uso do Google Wallet, novamente com os detalhes necessários pré-inscritos.

Com o preço atual de US $ 1.500, haverá uma alta barreira de entrada para a maioria dos consumidores, que irá provavelmente perdurar pelos próximos anos. Esse fator pode diminuir o interesse dos varejistas em realizar ações promocionais através do Google Glass.

Aparentemente, não há uma experiência de personalização maior com o Google Glass, do que aquela que nós já possuímos com o uso dos smartphones. No entanto, em nosso negócio print-on-demand para marcas, celebridades e organizações, há uma vantagem: muitos consumidores percebem quando alguém está usando uma camiseta com algum design incomum, e normalmente ficam inspirados para descobrir mais sobre ela.

Normalmente, a maioria dos consumidores não são corajosos o suficiente para perguntar a alguém de onde a camiseta veio, assim, no futuro, eles podem usar seus óculos do Google para procurar mais sobre o design e descobrir de onde ela vem.

E o que o futuro distante reserva, digamos, daqui a 30 anos? Alguns futurólogos preveem que chips de informação serão incorporados em nossos corpos. E no futuro, o Google Glass pode ser uma tecnologia antiquada!

E você, o que acha do Google Glass? É um novo capítulo para o comércio eletrônico, ou um fracasso total?

Fonte: Econsultancy

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