Os negócios estão preparados para a “Internet das Coisas”?

em ago 25, 2014:por

Luis Paulo Greco

Trabalha na eNext como analista de negócios. Formado em Administração de Empresas pela FECAP. Atua com consultoria empresarial há alguns anos.
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A “Internet das Coisas” (Internet of Things – IoT) já é uma realidade e está cada vez mais perto. Mas os negócios estão realmente preparados para um futuro completamente conectado?

Por definição, o termo denota um nível avançado de conectividade de rede entre objetos, plataformas, sistemas e serviços que permite a troca de dados sem intervenção humana. A premissa por trás da IoT é que qualquer objeto, seja natural ou manufaturado, pode ganhar a capacidade de transmitir dados através de uma rede.

Segundo estudo realizado em Maio pela Edelman Berland para a GE, a maioria dos altos executivos de todo o mundo já pelo menos ouviram falar em IoT, no entanto, a familiaridade se apresenta baixa, sendo que mais da metade dos respondentes que afirmaram já terem ouvido falar em IoT, não sabem direito o que significa, enquanto 44% dos respondentes nunca nem ouviu falar no termo.

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O estudo também mensurou o preparo de diversos setores para a otimização necessária para sustentar a IoT.

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Naturalmente, o setor que mais se mostra preparado é o de Tecnologia, com as maiores porcentagens de resposta em relação a estarem preparos e também de terem intenção de se preparar.

Os setores de Manufatura e Healthcare se mostram os menos preparados, mas com uma boa intenção para se otimizarem.

É interessante observar que a porcentagem dos altos executivos que afirmaram não estarem se preparando para a otimização da IoT é pequena, mostrando que uma vez sabendo o real significado da IoT, o mercado tem a ciência de sua importância. Ainda assim, o montante de pessoas que ainda não ouviram falar na Internet das Coisas é muito grande.

Mas o que a IoT representa para o mercado? Segundo a Cisco, a Internet das Coisas inaugura uma oportunidade de receita de US$ 14 Trilhões para os negócios que consigam com sucesso se adaptarem para um futuro completamente conectado. Mas meramente se adaptar não será suficiente para ter sucesso nesse novo mercado, o grande desafio será identificar quais oportunidades de negócios a se apostar.
Tendo isso em vista, existem alguns pontos de atenção a se considerar na criação de novos serviços e produtos para esse novo mercado.

Segurança no gerenciamento dos dados criados pela Internet das Coisas
As quantidades de dados gerados serão astronômicas, com isso a infraestrutura tradicional de T.I com servidores físicos não será suficiente para suprir as necessidades da IoT. Com isso, os sistemas de armazenamento na nuvem serão absolutos, por serem superiores em relação à flexibilidade e escalabilidade.

Construção de experiências que sejam importantes para os usuários.
Depois de garantir todos os dados sejam gerenciados e armazenados de forma eficientemente, é necessário pensar em maneiras de amarrar esses dados para a experiência global da marca. Quando bem feito, uma experiência de conexão deve funcionar sem problemas de canal para canal. Em outras palavras, os usuários devem ser capazes de se manter conectados à uma marca e desfrutar de uma experiência consistente a partir de um dispositivo para outro.

Criação de experiências e serviços personalizados.
Para definir uma estratégia verdadeiramente compreensiva em relação aos clientes, deve-se identificar os meios para a obtenção dos dados pessoais dos usuários (Interesses, rede de amigos, e-mail, imagens de perfil e mais).
Com estes dados em mãos, é possível conectar completamente os clientes a uma marca, e a partir disto, criar experiências verdadeiramente personalizadas.

Fonte: eMarketer/Gigya

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