Os prós e contras do design responsivo para o E-commerce

em ago 07, 2013:por

Anna Wagner

Cursa Publicidade e Propaganda na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. Atua desde 2012 na área de marketing, trabalhando com Startups na área de e-commerce e e-service. Atualmente é responsável pelo marketing na eNext Consultoria em E-commerce.
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O Design Responsivo não é apenas uma moda passageira, é uma resposta real à necessidade dos sites se adaptarem aos usuários de vários dispositivos, de forma eficiente e escalável.

Entretanto, no e-commerce, o design responsivo ainda não conquistou muitos varejistas – apenas 2% dos IR500 utilizam uma solução responsiva para visitantes utilizando smartphones, enquanto 60% utiliza sites específicos para mobile ou server-side adaptive design (quando o servidor determina qual código será exibido).

Em breve isso irá mudar, espere ver muitos sites de e-commerce responsivo sendo lançados nós próximos meses. No meio tempo, tendo você um site otimizado para mobile ou não, a questão “nós deveríamos aderir ao responsivo”, é uma que precisa ser avaliada. Responder essa pergunta começa com entender os prós e contras da abordagem responsiva.

O Caso do Design Responsivo

“The power of One”

O Design Responsivo funciona a partir de um conjunto de URLs e outro conjunto de códigos HTML. Ao invés de manter duas (ou mais) bases de códigos, como m.dot e t.dot acompanhando seu desktop, as mudanças no seu site precisam ser feitas apenas uma vez, e o conteúdo pode ser executado através de um único CMS.

Isso simplifica a manutenção do site e assegura que todos os clientes possam acessar o conteúdo recente, independente de seus dispositivos.

Sites específicos para mobile requerem redirecionamentos, que podem ser ignorados quando diferentes departamentos de marketing criam landing pages customizadas para várias campanhas. O Design Responsivo assegura que, seja via e-mail, busca, display, social ou campanhas de afiliados, todas apontem para páginas mobile-friendly. 25% dos resultados de buscas e quase 50% das aberturas de e-mail acontecem em dispositivos móveis. Isso é critico.

Um conjunto único de URLs também traz benefícios relacionados ao SEO – todos os backlinks apontam para um único dominio. O Google ama sites Responsivos – isso significa menos trabalho para o Googlebot. Sendo assim, o Google recomenda que você utilize o design responsivo, porém, não irá diminuir seu ranking nas buscas caso você não o utilize, exceto se você cometer um dos erros clássicos de utilizar um domínio exclusivo para mobile.

Outro grande beneficio é a escalabilidade. Atendendo aos formatos da TV, consoles de video-game, e a onda de navegadores da web em produtos conectados, ficaria muito mais caro caso todos eles necessitassem de uma solução própria.

Experiência do Usuário

Sites específicos para mobile são capazes de fornecer uma experiência excelente para o usuário. Eles podem ser desenhados especificamente para o uso em um dispositivo móvel, e os designers de UX não estão restringidos a criar uma experiência similar a do desktop. Eles estão livres para retrabalhar o conteúdo, navegação e funcionalidades da forma que quiserem. Entretanto, seus visitantes mais fiéis podem não saber como, intuitivamente, realizar tarefas que eles aprenderam no seu desktop site, quando seu mobile design e conteúdo são radicalmente diferentes. Por exemplo, aqueles que são familiares com a rica experiência de compra no site da Barnes and Noble’s, podem não compreender que a versão mobile foi construída para busca e não para navegação.  (Ver figuras abaixo)

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 Clientes da Staples, que procuram acessar informações da conta, não conseguem encontrar links rápidos na versão mobile. (Ver figura abaixo)

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De forma similar, os usuários do Netflix podem não encontrar a área para login no mobile site. (Ver figura abaixo)

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Entretanto, o mesmo vale para o Design Responsivo. Muitos e-commerces responsivos eliminam ou escondem os menus de navegação atrás de um ícone de menu, assim como algumas áreas de merchandising no site, ficando similares a sites m.dot. E isso está ok. Mantendo a consistência através de vários dispositivos não é a melhor pratica. Isso depende muito do seu site, produto e cliente. O design responsivo, ou o m.dot, não podem prometer uma experiência melhor que o outro para o usuário. Tudo é relativo ao design e à execução.

Os contras do responsivo

Velocidade de carregamento da página.

O lado negativo do design responsivo, com o maior impacto na experiência do usuário, é o desempenho do site. Os sites responsivos tendem a ser mais lentos que os sites exclusivamente criados para mobile. Isso acontece porque o navegador do usuário precisa carregar o arquivo universal de HTML, mesmo quando há conteúdos que não são visualizados pelos usuários que acessam o site nos dispositivos móveis. O navegador também processa instruções evitando certos scripts, CSS e mídia (mais códigos!). Apesar dos sites responsivos poderem ser construídos a partir da experiência mobile, adicionar scripts para dinamicamente adicionar mais conteúdos para telas maiores, também requer mais código.

Melhores práticas para o desempenho na web podem e devem ser aplicadas em ambos os tipos de sites. Presumindo que ambas as abordagens possam ser ajustadas para melhorar o desempenho, um site igualmente otimizado tem uma chance de carregar mais rápido em um domínio dedicado para mobile (entretanto, redirecionamentos podem consumir um pedaço dessa vantagem).

Páginas que carregam mais devagar podem impactar as taxas de conversão, resultados de buscas, satisfação e fidelidade dos clientes. Enquanto essa é argumentavelmente a maior fraqueza do design responsivo, isso não quer dizer que sites responsivos precisam ser lentos – isso significa que o desempenho deve ser prioridade sobre a estética do site, no momento de desenvolver a estratégia responsiva. Isso também significa que provavelmente você deverá começar a sua abordagem do inicio, ao invés de tentar adaptar o design existente do seu desktop.

Custo

Por causa da sua complexidade, o design responsivo tem uma reputação de ser extremamente caro. E na maioria dos casos, isso é verdade. O processo não é tão simples quanto criar layouts no Photoshop e entregá-los a um desenvolvedor. Designers de UX precisam recriar a arquitetura do site, satisfazendo as necessidades dos usuários de diversos dispositivos, além de criar orientações que sejam possíveis utilizando um único arquivo de HTML. Isso, para garantir que o site carregue rápido e siga as melhores práticas para a conversão. Outro ponto crucial, é que o design e o desenvolvimento devem trabalhar juntos, assegurarando que o layout e o código funcionem em harmonia durante todas as fases.

Ironicamente, são os sites maiores que irão achar o design responsivo mais caro. Um site de e-commerce pequeno pode selecionar um template responsivo gratuitamente no WordPress. Um site do IR500, como a Staples ou Target, provavelmente irá gastar centenas, ou até milhares de reais em um design responsivo.

Mudança no processo

Para muitas organizações, escolher a abordagem responsiva irá requerer uma mudança organizacional e processual. O design e o desenvolvimento não podem trabalhar isolados.  Equipes terceirizadas precisam encontrar uma maneira de trabalharem juntas, ou uma equipe interna deverá ser adotada.

Restrições do Design

Sites que utilizam publicidade para monetizar, podem achar desafiador incluir anúncios no design responsivo, mas é possível. revistas e Jornais como o Boston Globe, Time e Glamour já fizeram funcionar. A indústria de anúncios também está trabalhando nisso.O Google Adsense, por exemplo, recentemente introduziu anúncios responsivos, e fornecedores como o Responsive Ads, oferecem às revistas e publicitários, ferramentas pra criar e exibir anúncios flexíveis.

O que impede o e-commerce de aderir ao design responsivo?

Tempo: Equipes de e-commerce, que recentemente redesenharam ou lançaram um site mobile, estão compreensivelmente relutantes a aderirem imediatamente ao design responsivo. Sendo assim, elas podem optar por adiar o projeto por um ano ou dois, até ser hora de mudar o design, ou até outras melhores praticas serem estabelecidas.

Custo: Isso não exige muita explicação. Nós podemos esperar que os custos caiam nos próximos anos, e que a curva de aprendizagem achate, para que fiquem disponíveis mais designers e desenvolvedores habilidosos.

Aversão ao Risco: Devido ao risco do design responsivo diminuir a velocidade de carregamento de um site, há um medo de que as taxas de conversão também diminuam. Também há o risco de que a esperada melhora na conversão não seja suficiente para cobrir o custo de alterar a plataforma de front-end. Apesar de ser possível realizar testes A/B no design responsivo, é muito difícil testar o ROI sem fazer todo o trabalho de design e desenvolvimento. Alguns líderes do e-commerce provavelmente irão esperar para ver os resultados do design responsivo, para então determinar se é apenas uma tendência momentânea ou uma realidade que vale a pena aderir.

 

Fonte: Get Elastic

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2 Comentários :

  1. Leonardo Cabral disse:

    Como dito no primeiro exemplo, o formato para telas menores deve prezar outro tipo de experiência do usuário, bem diferente da exposta em telas maiores. Deve focar mais em encontrar logo o produto e não expor diversas opções e digressões; o que de fato é algo inverso ao que é apresentado em telas maiores e notadamente no e-commerce. Minha sugestão – pra evitar dores de cabeça futuras – é antes de adotar o design responsivo, analise o site e veja se ele tem um “design responsável”.

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