Qual a melhor solução para o meio de pagamento do seu e-commerce

em jun 25, 2012:por

João Parente

Formado em Publicidade e Propaganda, especializado em gestão de projetos. Trabalhou em grandes agências digitais, como F.biz e TV1.com, e na multinacional Liberty Seguros. Atualmente Sócio da eNext, PMO e responsável por gestão de projetos e performance. Tem histórico de clientes como: Karsten, 3 Corações, Grupo Bandeirantes, Microsoft, Guaraná Antártica, Grupo Pão de Açúcar, 3M, Petrobras, Boticário, Volkswagen, Semp Toshiba, Gerdau, Unilever, e Netshoes.
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Na hora de desenvolver um e-commerce é muito comum surgir a seguinte dúvida:
Quais os tipos e qual meio de pagamento usar?

Aqui vão algumas dicas para tomar esta decisão:

Existem alguns modelos para a prática de vendas online, porem apenas dois são recomendados e seguros, um é usando empresas que fazem todo o processamento do pagamento do e-commerce por você em um ambiente a parte do seu, ou seja, em outro site com a marca de um terceiro, SÃO CHAMADAS DE INTERMEDIADORAS, como por exemplo, o Pag. Digital, PagSeguro, PayPal, MoIP e Dinheiro Mail. O outro modelo é utilizar soluções “White Label”, onde todo o processamento de dados ocorre “dentro do seu site” sem evidenciar intervenção de outras empresas, porem envolve contratar mais fornecedores, como Gateway (Braspag e Softwafre Express), Anti Fraude (Clear Sale, FControl, Cyber Source), Certificado Digital (Certisign, Thawte), Cartões de Crédito (Cielo ou Redecard), além de ser necessário ter uma plataforma que possibilite a integração destes sistemas e usar o protocolo a https para navegação segura.

As principais diferenças entre estes dois modelos são:

Visuais
Como disto acima, no primeiro modelo, no momento do pagamento o usuário passa a navegar em um ambiente 3º, que mesmo que as empresas possibilitem a personalização, não é a mesma experiência visual que o segundo modelo, onde realmente mantêm você no mesmo ambiente com as características do seu site.

Navegabilidade e Facilidade para o usuário
No primeiro modelo, o usuário é obrigado a sair do ambiente do e-commerce, fazer um segundo cadastro no site de uma destas empresas de pagamento e só assim conseguir processar o pagamento, enquanto com a segunda solução a navegação é totalmente linear, sem sair do ambiente do seu e-commerce com apenas um cadastro. Existem estudos que comprovam que tanto uma mudança de ambiente, quanto o aumento de cadastro fazem com que muitos usuários desistam da compra.

Facilidade para implantação
Sem dúvida o primeiro modelo é tecnicamente muito mais fácil e rápido para implantar em seu site, além de se relacionar com apenas um fornecedor para todo o processo de venda, enquanto no segundo modelo é necessário contratar algumas empresas e integrá-las.

Preço
Com a quantidade de vendas muito baixa, fica mais barato usar o primeiro método, porem com o crescimento da operação o segundo passa a ser muito mais rentável.
As empresas Pag. Digital, PagSeguro, PayPal, MoIP e Dinheiro Mail, praticam em média as seguintes taxas:

Cartão de crédito – 5,4%* a 7%* em cima do valor da venda.
Boletos e débito online – 1,9%* a 2,9%* em cima do valor da venda.

Usando o método “White Label”, a conta já é um pouco mais complicada PORÉM MAIS BARATO:
Gateway – R$ 0,35* por pedido.
Anti Fraude –R$ 0,7 R$ Até R$ 3,60* por pedido mais R$ 5.000 a R$ 6.000* de Setup. Este valor pode variar muito dependendo da empresa contratada.
Certificado Digital – R$ 2.000* por ano.
Cartões de Crédito e débito – 2,90% a 3,5%* – Dependendo de sua negociação com os cartões.
Boleto bancário – R$ 1,00 a R$ 1,50* por boleto pago, mas pode chegar até R$ 4 para lojas de pequeno porte.
*Valores aproximados.

Quando fizer o cálculo do que vale a pena para o seu negócio, é importante ter em mente a % de vendas no comércio digital por cada tipo de pagamento, que é de aproximadamente 90% por cartões de crédito (30% a vista e 70% a prazo) e 10% por Boleto bancário.

Como podem perceber a conta não é tão simples! Tenha muita atenção no momento dessa escolha, pois o valor não pode ser o único fator de decisão, os aspectos conceituais também são muito relevantes e podem trazer mais ou menos vendas para o seu negócio.

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4 Comentários :

  1. Olá João!

    Artigos como esse são sempre pertinentes.

    Trabalho com pagamentos online desde 2005 quando lançamos o gateway iPAGARE e esta é uma dúvida que persiste até hoje.

    Durante esses anos, os intermediários cresceram muito, seus serviços também melhoraram significativamente e tornaram-se importantíssimos players do mercado.

    Ainda assim, a maior reclamação vinda de usuários desses serviços não está nas taxas, mas sim no índice de vendas negadas ou abandonadas.

    Contudo, os intermediadores ainda são a melhor opção para quem quer começar, basicamente por 3 razões:
    – Conciliação financeira: intermediário torna o processo muito simples, com todo o movimento financeiro visualizado em um único painel administrativo, simplificando a operação
    – Controle de fraudes: sem intermediário é necessário contratar uma ferramenta especialista, como ClearSale ou FControl, o que torna a operação mais complicada
    – Capital de giro: provavelmente o mais importante. Enquanto intermediadores depositam o valor de 2 a 14 dias, mesmo que a venda seja parcelada, na relação direta com a operadora, o depósito acontece em 30 dias e parcelado.

    Entre as dezenas de preocupação que o empresário tem, principalmente o iniciante, com plataforma, logística, compras, marketing e vendas, não há tempo para cuidar destas 3 questões acima, que ficam normalmente para um segundo estágio, quando fizer sentido mudar para um gateway.

    Se me permite, gostaria de complementar o seu artigo com outros 2 links que acho pertinentes:

    O processo de checkout de Gateways e Intermediadores:
    http://www.ipagare.com.br/blog/conversao/checkouts-sistemas-de-pagamento-online/

    Gateways vs Integração Direta vs Intermediários
    http://forum.imasters.com.br/topic/467225-gateways-vs-sistema-direto/

    Abraços
    Flávio

    • João Parente disse:

      Olá Flavio!

      Primeiramente muito obrigado por complementar o post! É sempre muito importante agregar mais informações para os nossos artigos.

      – Sobre a conciliação financeira, concordo que as soluções dos intermediários são muito boas, porem não citei isso, pois se o cliente possui por exemplo um bom ERP, isso também é muito bem feito pelo sistema.
      – Sobre o controle de Fraudes, certamente é necessário contratar uma ferramenta especialista, como citei acima.
      – Já a questão do Capital de giro, realmente esqueci de citar, e é um fator muito importante mesmo que deve ser levado em consideração no momento da escolha.

      Acredito que a melhor solução para quem quer começar varia de acordo com os objetivos, expectativas e possibilidade de investimento. Não podemos dizer que nenhuma destas alternativas é a mais adequada para quem quer montar um e-commerce sem antes analisar todas as questões pertinentes.
      A minha sugestão é desenvolver um bom planejamento, e colocar na balança todos os pontos positivos e negativos antes de tomar qualquer decisão.

      Obrigado novamente
      Abraços
      João

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