Quando se compra em pequenas telas os apps se tornam gigantes

em jan 22, 2015:por

Victor Ferrante

Victor Ferrante é formado em Publicidade e Propaganda pela PUC-SP, fascinado por e-Commerce e design. Colaborador da eNext e NextEcommerce.
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Os dispositivos móveis estão tomando conta do e-commerce, seja no Brasil ou no mundo, com os consumidores percebendo a facilidade de interagir com as marcas em seu celular ou tablet, que podem ser levados para qualquer lugar com eles e usar a qualquer momento, em oposição aos notebooks e desktops que são relativamente travados.

Em 2015, a questão não é mais se o e-commerce deve estar presente no ambiente móvel também, e sim se o ideal é utilizar-se de aplicativos ou sites. Obviamente ambas as estratégias possuem seus benefícios, porém muitos argumentos estão tendenciosos para o investimento em aplicativos mesmo.

Alguns estudos mostram que usuários mobile gastam mais tempo, quando navegando em seu aparelho celular ou tablet, interagindo com apps do que navegando em browsers. Em algumas estimativas é possível ver números de conversão 30% maiores quando as compras são feitas dentro de aplicativos, quando comparadas com usuários logados no browser.

“Quando um usuário mobile está interagindo com um aplicativo, ele está 100% engajado com aquela loja, do início ao fim de sua experiência, que não se reflete na grande maioria dos casos de usuários navegando em seu website” – Brit Young, Gerente de produtos da New Relic. Aplicativos móveis também performam muito melhor estando offline, e conseguem manter-se respondendo com conexões mais lentas (maior dificuldade encontrada no mercado brasileiro), com isso, os aplicativos conseguem prover uma experiência de compra muito mais agradável e confiável.

Diferentemente dos sites mobile, os aplicativos disponibilizam às lojas algumas funcionalidades extras presentes nos sistemas operacionais dos aparelhos, não somente em relação a push notifications e essas funcionalidades que são padrão, e sim algo mais desenvolvido como por exemplo: um consumidor para iniciar a troca de um produto que chegou quebrado, ou qualquer outro motivo, é possível de utilizar-se da câmera do celular para tirar fotografia do produto ou scannear a nota fiscal, subir no aplicativo e fazer o pedido da troca por ali mesmo; ou então fazer uso do GPS para alterar o endereço no seu footer para o estabelecimento mais próximo, sem nem contar os benefícios em termos de dados e riqueza de conhecimento sobre seu consumidor.

Uma vez que esteja decidido optar por aplicativos em vez de trabalhar no site, a primeira indagação que deve-se ter é a criação de aplicativos nativos ou híbridos. Considero que o ponto chave para decidir essa etapa é a qualificação da mão-de-obra, principalmente desenvolvedores, que cada loja possui em seu leque de funcionários/soluções. Os aplicativos nativos são aqueles que são especificamente desenvolvidos para um sistema operacional, como o iOS e Android, e exigem uma mão-de-obra muito mais experiente para desenvolver em cima de cada uma das plataformas.

“Nós recomendamos aos varejistas que identifiquem o sistema operacional que seu público-alvo mais utiliza, e não somente geograficamente falando, mas também em termos demográficos.” – Diz Young. “Profissionais sênior, com uma condição financeira melhor, tendem a favorecer o iOS. Qual o sistema que você desenvolverá depende essencialmente de qual a audiência que você quer atingir, em alguns casos isso pode significar até desenvolver múltiplos aplicativos completamente diferentes – um para iOS, outro para Windows Phone e um último para Android por exemplo.

Varejistas que estão optando pela quantidade e não qualidade de visitantes focando alcançar a maior gama possível de clientes com somente um aplicativo, um aplicativo híbrido talvez seja a melhor opção, uma vez que se utiliza linguagens universais como HTML, JS e CSS tornando-os compatíveis com (quase) todos os sistemas operacionais. Os aplicativos híbridos também podem explorar algumas das funcionalidades dos dispositivos, e serem publicados nas stores normalmente.

Contudo, assim como seu site, o desempenho dos aplicativos devem ser medidos e analisados em detalhe para identificar e corrigir a maior quantidade de problemas possível que possam afetar a experiência do usuário.

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