Retargeting: esse recurso é mesmo eficiente?

em jul 05, 2013:por

Felipe Gomes

Felipe Gomes é COO & Co-Founder da Über Digital, agência focada em criação, user experience e desenvolvimento para e-commerce. Tem mais de 10 anos de experiência no mercado digital e comércio eletrônico.
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De algum tempo pra cá o Retargeting começou a ganhar muita visibilidade entre as empresas que geram negócios através da Internet. E à primeira vista essa técnica parece mesmo impressionar qualquer um, afinal de contas qual empresa não gostaria que as pessoas visualizassem anúncios de seus produtos e serviços enquanto navegam na internet, independente do site, blog ou portal que estejam?

Pra quem ainda não sabe muito bem o que é essa técnica, vou resumir: O Retargeting é uma forma de publicidade online que permite às empresas segmentar e exibir de maneira pessoal suas campanhas ou produtos de forma que os anúncios sejam mostrados apenas às pessoas que já interagiram de alguma forma com eles. Ou seja: você entra em uma loja virtual, acessa um produto ou mais produtos dessa loja e pronto. À partir daí, sempre que estiver navegando na internet e acessar algum site que exiba publicidade compatível, esses produtos acessados anteriormente serão exibidos, como se fossem escolhidos a dedo, mas nada mais são do que um histórico da navegação transformado em publicidade.

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Esse recurso tem feito muito sucesso, principalmente quando o comparamos à forma tradicional de publicidade on-line, feita de maneira genérica (independente do usuário ter visitado o site da empresa ou não). A taxa de cliques quando se utiliza banners comuns é de 0.07%, enquanto no Retargeting é 10 vezes maior, na média de 0.7%. De olho nesses números a gente fica tentado a investir, mas depois que seu uso começou a ser feito em larga escala por milhares de empresas e os usuários se familiarizaram com as publicidades personalizadas, algumas pesquisas foram realizadas e trouxeram resultados interessantes (e surpreendentes para muita gente).

De acordo com uma pesquisa realizada pela Adobe nos EUA, 74% das pessoas afirmaram se incomodar com o fato de se sentirem “seguidas” pelas empresas, baseado em seus comportamentos e que elas não gostam de serem lembradas a força dos lugares que navegaram pela internet. E isso fica pior: grande parte da maioria dessas pessoas consideram que a publicidade via Retargeting passa da linha da customização e entra na invasão de privacidade. Complicado, não?

Na minha opinião as empresas devem continuar utilizando Retargeting em suas estratégias on-line, pois essa técnica é muito importante e eficaz, porém com um pouco menos de customização. Elas podem rastrear normalmente o comportamento de seus visitantes (e futuros clientes, quem sabe?), porém em vez de exibir os anúncios com os produtos visitados – o que desperta essa sensação de invasão de privacidade – podem mostrar produtos ou categorias similares, ou simplesmente utilizar anúncios com a marca, sem nenhum tipo de produto. Assim as empresas permanecem seguindo os visitantes, mas os deixam menos desconfortáveis tendo seu comportamento claramente monitorado.

E você, o que pensa a respeito?

Um abraço e até a próxima!

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