Tevê e-commerce

em set 03, 2013:por

Anna Wagner

Cursa Publicidade e Propaganda na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. Atua desde 2012 na área de marketing, trabalhando com Startups na área de e-commerce e e-service. Atualmente é responsável pelo marketing na eNext Consultoria em E-commerce.
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Para atrair novas lojas, a japonesa Rakuten, dona do maior shopping online do mundo, introduz vídeo de produtos em seus sites.

Quem nunca se deparou, ao zapear pela tevê, com os programas televisivos que vendem produtos? O apresentador, geralmente de forma entusiasmada, descreve os pontos positivos do item anunciado e utiliza a seu favor depoimentos dos consumidores que atestam a eficácia daquilo que está sendo vendido. Essa prática tão comum em canais pagos e na madrugada da tevê aberta está agora chegando à internet. A japonesa Rakuten, dona do maior shopping online do mundo, vai produzir vídeos, explicando os produtos de pequenas e médias empresas à venda em seu site. “Pesquisas que fizemos mostraram que o brasileiro prefere imagens ao texto na hora de comprar uma mercadoria pela internet”, afirma Ricardo Ikeda, presidente da subsidiária brasileira.

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A estratégia da Rakuten é fazer com que todos os seus pequenos e médios lojistas tenham os vídeos de seus principais produtos e das experiências que eles podem proporcionar. Os produtos anunciados no formato vídeo serão definidos pelo desempenho de vendas no site. A meta da Rakuten é produzir mais de 100 vídeos até 25 de setembro, quando a nova versão de seu shopping online estreará com a novidade. A estratégia já está sendo testada por alguns clientes. Um deles é a Bruno Conte, marca de moda masculina do grupo Soueid. “Recebemos diversos comentários dos clientes pedindo novas produções, inclusive solicitando dicas de moda”, afirma Kamal Soueid, diretor-geral do grupo. Com a nova estratégia, a Rakuten quer aumentar sua fatia no mercado de comércio eletrônico brasileiro.

Hoje, ela detém 5% desse mercado, segundo seus cálculos. O novo portal faz parte dos investimentos previstos até 2015, para dotar a empresa de musculatura para competir com a B2W, que controla os sites Submarino e Americanas.com, e a Nova Pontocom, que administra os sites da Casas Bahia e do Ponto Frio, ambos do grupo Pão de Açúcar. De acordo com a empresa, a meta é quadruplicar de tamanho até o fim do ano que vem, passando das 500 lojas atuais para duas mil. De porte ainda modesto, no Brasil, a Rakuten é uma gigante global, atrás apenas da Amazon e da Apple. Com um faturamento de US$ 4,6 bilhões em 2012, a companhia emprega 9,3 mil funcionários e está presente em 12 países. Seu dono é o bilionário japonês Hiroshi Mikitani, o quarto homem mais rico do Japão.

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Para complementar a estratégia, a Rakuten anunciou a aquisição da Viki, especializada em vídeos por streaming. A expectativa é que a aquisição amplie sua oferta de conteúdo digital e impulsione seus serviços em novos mercados.Com mais de 22 milhões de usuários, a Viki é um site que traz filmes, clipes e programas de TV de mais de 40 emissoras do mundo todo, com legendas em mais de 160 línguas.“A Viki é uma companhia única no mercado. Com uma abordagem diferenciada, eles conseguiram criar uma verdadeira comunidade global engajada no assunto. Eles são rápidos, ágeis e altamente mobile. Essa abordagem inteligente e criativa para trazer conteúdos populares em escala global é que possibilitará à Rakuten expandir seus negócios mais rapidamente ao redor a todas as partes do planeta”, ressalta Hiroshi Mikitani, presidente e CEO da Rakuten.

Segundo ele, há diversas filosofias em comum entre as duas empresas. “O modelo da Viki foi construído em conjunto com uma comunidade forte, destinada a remover as barreiras linguísticas, que, muitas vezes, acabam delimitando conteúdos dentro de fronteiras geográficas. O foco da Rakuten, por sua vez, também sempre foi oferecer serviços, conteúdos e produtos para uma comunidade global. Ou seja, a Viki é um complemento perfeito para a filosofia de mercado da Rakuten”, enfatiza o presidente da companhia.

Razmig Hovaghimian, co-fundador e CEO da Viki, reforça que há diversos aspectos em comum entre as duas empresas: “Nossa visão é bastante alinhada com o foco da Rakuten em construir um ambiente digital sem fronteiras. Nós construímos uma plataforma de TV realmente global, com e para os fãs, permitindo que produtores de conteúdo conseguissem alcançar diferentes partes do planeta em qualquer idioma”, ressalta Hovaghimian.

O executivo acrescenta que inúmeras possibilidades de negócios irão se abrir com essa nova fusão: “Com a Rakuten, nós podemos focar em construir um ecossistema de entretenimento, que também permitirá aos espectadores e produtores de conteúdo flutuarem entre as plataformas, interagindo com produtos e serviços. Estou bastante empolgado por entrar nessa fase de crescimento como parte da família Rakuten, criando um serviço que competirá diretamente com os maiores players da indústria”.

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