Via Varejo fecha trimestre com 46 bilhões de prejuízo

em out 30, 2015:por

Redação Next Ecommerce

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A empresa de móveis e eletroeletrônicos Via Varejo teve prejuízo de 46 milhões de reais no terceiro trimestre, ante lucro líquido de 216 milhões de reais no mesmo período de 2014.

O lucro líquido ajustado, excluindo outras despesas e receitas operacionais, foi de 33 milhões de reais. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 45 milhões de reais, queda de 91,3 por cento ano contra ano.

O novo presidente da Via Varejo, Peter Estermann, disse nesta quinta-feira que a empresa de móveis e eletroeletrônicos espera capturar nos próximos trimestres ganhos de eficiência obtidos com os cortes de custos e de pessoal realizados desde o segundo trimestre.

“Esperamos que os resultados dos próximos trimestres já possam capturar ganhos de eficiência implementados e que estamos implementando na empresa”, disse Estermann em teleconferência com analistas após a divulgação dos resultados de julho a setembro.

A estimativa da Via Varejo, dona das marcas Ponto Frio e Casas Bahia, é que as iniciativas de cortes de despesas, que além de redução de quadro de funcionários e fechamento de lojas também inclui renegociação de aluguéis, tenham impacto positivo anualizado de 1 bilhão de reais nos resultados da companhia.

No ano, a empresa já realizou a dispensa de 11 mil funcionários, sendo 6 mil demitidos no terceiro trimestre.

“Daremos continuidade a esse plano e vamos acelerar iniciativas com senso de urgência para garantir melhorias mais significativas no curto e médio prazos”, disse Estermann. “Dessa forma, a margem Ebitda ajustada que obtivemos ainda não reflete todos os ganhos que esperamos ter com os ajustes.”

A margem Ebitda ajustada da Via Varejo ficou em 4 por cento no terceiro trimestre, queda de mais de seis pontos percentuais na comparação ano contra ano.

Para analistas do banco Brasil Plural, os resultados da Via Varejo foram fracos, com vendas prejudicadas pelos reveses macroeconômicos e pela política comercial menos agressiva da empresa no período.

“Como resultado, vemos maiores chances de a estratégia da companhia mudar no próximo ano, tornando-se mais agressiva em termos de preços”, disse o analista Guilherme Assis em relatório.

De fato, o presidente da Via Varejo declarou na teleconferência com analistas que a prioridade da empresa é dar “foco absoluto em iniciativas comerciais que garantam nosso crescimento de vendas”.

De acordo com o diretor de relações com investidores da companhia, Marcelo Rizzi de Oliveira, a Via Varejo já percebeu uma melhora das vendas em setembro e outubro, apesar de estas permanecerem em queda frente ao ano passado.

“Smartphones e ar condicionado são categorias que estão tendo melhor desempenho”, declarou. “Estamos projetando vendas melhores do que vimos nos últimos trimestres por conta de eventos como Black Friday, Natal e saldões.”

Os executivos evitaram comentar a política de preços da companhia para os próximos trimestres. “Não vou detalhar a estratégia de preço implementada, mas, o fato é que entendemos que, neste momento, pela resposta que temos tido em termos de vendas, que encontramos ponto de margem que nos permite alavancar vendas”, disse Estermann.

“Definimos (internamente) qual a margem bruta adequada para sermos competitivos e fecharmos qualquer negócio na loja”, disse por sua vez o diretor de relações com investidores, sem informar qual seria esse patamar.

A Via Varejo fechou 36 lojas no ano, excluindo aquelas fechadas por determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e prevê encerrar ainda mais unidades no quarto trimestre e no ano que vem caso estas não apresentem desempenho adequado, disseram os executivos da empresa.

Segundo Oliveira, a companhia continua olhando “diligentemente” para oportunidades de fusões e aquisições. “Mas não é foco da companhia neste momento. Se aparecer oportunidade, vamos avaliar com carinho”, declarou.

DE REUTERS

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