WalMart investe em e-commerce no Brasil de olho na líder B2W

em set 06, 2013:por

Anna Wagner

Cursa Publicidade e Propaganda na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. Atua desde 2012 na área de marketing, trabalhando com Startups na área de e-commerce e e-service. Atualmente é responsável pelo marketing na eNext Consultoria em E-commerce.
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A maior varejista do mundo está montando uma sede de comércio eletrônico em São Paulo, onde cerca de 2 mil funcionários devem trabalhar em 2014

Consumidores caminham em frente à loja do Walmart no México
Walmart: as vendas online da Walmart no Brasil estão crescendo em torno de 50%

Walmart Stores Inc. está dobrando sua equipe de comércio eletrônico no Brasil para tentar desbancar a B2W Cia. Digital como a maior do setor na maior economia da América Latina.

A Walmart, a maior varejista do mundo, está montando uma sede de comércio eletrônico para a América Latina em Alphaville, São Paulo, com equipamentos típicos de Silicon Valley.

No fim do ano, cerca de 900 funcionários estarão trabalhando na unidade e 2.000 em 2014, afirmou Flávio Dias, vice-presidente de vendas online da Walmart, no Brasil, em uma entrevista por telefone. A companhia também pretende abrir mais centros de distribuição para acelerar entregas e começar a importar itens que hoje não estão disponíveis no mercado.

“Podemos criar um portfólio de produtos novos e exclusivos que serão únicos no mercado brasileiro”, disse Dias. “O potencial de crescimento de comércio eletrônico no Brasil é muito grande”. As vendas do WalMart, pela internet, no Brasil crescem em torno de 50%, diz Dias.

As vendas online no País cresceram 24 por cento no primeiro semestre, para R$ 12,7 bilhões e devem chegar, no total, a R$ 28 bilhões no ano, de acordo com a E-bit, empresa de pesquisas baseada em São Paulo. As vendas online da Walmart no Brasil estão crescendo em torno de 50 por cento, explicou Dias.

O executivo se recusou a dizer quanto a companhia está investindo para expandir as operações online ou discutir se a empresa é atualmente lucrativa no País. A Walmart não revela quanto obtém de receita no Brasil.

A B2W é a maior varejista online do Brasil, seguida pela Nova Pontocom, da Cia. Brasileira de Distribuição Grupo Pão de Açúcar, disse Alan Cardoso, analista no Banco Safra de Investimento SA em São Paulo, que acompanha as companhias. A Amazon.com, a maior varejista online do mundo, somente vende e-books no Brasil.

Devido aos diferentes métodos de cálculo, não é possível afirmar quanto as companhias controlam no mercado online, disse Cardoso. A B2W não quis fazer comentários.

Demoras na entrega

A Walmart abrirá seu primeiro centro de distribuição em São Paulo neste ano, depois de depender de depósitos de terceiros, disse Dias.

“Podemos entregar os produtos mais rapidamente e a um custo menor ao estar mais próximos dos consumidores”, afirmou Dias. A região sudeste do Brasil, que inclui o Rio de Janeiro e São Paulo, gera 65 por cento das vendas online no Brasil, segundo a E-bit.

A logística e a entrega pontual têm representado um desafio para os varejistas online no País e a Walmart está trabalhando para superar esses obstáculos, disse Dias.

A B2W, sediada no Rio de Janeiro, que teve o pior desempenho no índice Ibovespa em 2011 depois de não conseguir entregar produtos durante a temporada de Natal de 2010, está investindo R$ 1 bilhão em dez centros de distribuição.

Sacrificando lucros

As companhias de e-commerce estão sacrificando margens de lucro para ganhar participação de mercado, oferecendo entregas gratuitas e cobrando preços baixos, e a concorrência está crescendo, segundo Vítor Paschoal, analista no Itaú BBA AS, em São Paulo.

“É difícil saber quando esse mercado virará racional”, disse Paschoal, em entrevista por telefone. “É por isso que é tão difícil apostar pela B2W”.

As ações da B2W já despencaram 16 por cento neste ano, comparadas com uma queda de 15 por cento no Ibovespa. A companhia está perdendo dinheiro desde 2010, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A desvalorização de 11 por cento do real frente ao dólar desde o final de maio poderia reduzir as margens de lucro dos varejistas online, de acordo com Thiago Gramari, analista no Banco do Brasil SA.

“Todas as lojas vendem muitos produtos importados. Portanto, se eles não puderem subir os preços desses produtos, os lucros poderiam ser afetados”, disse Gramari em entrevista por telefone de São Paulo.

 

Fonte: Exame

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