A Publicidade obsoleta brasileira.

em jun 11, 2015:por

Celso Vergeiro

Formado em Propaganda e Marketing pela Unip, MBA na Madia Marketing School e especialização em produção áudio visual no College of Marin – Califórnia. Participou da implantação dos canais segmentados e por assinatura no Brasil, com passagens pela MTV, Globosat, HBO, FOX, Discovery, Time for Fun e Wellcomm. Atualmente é CEO da AdStream
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Sim, o título é uma provocação para você ler esse artigo. Como deveriam ser todos os títulos de artigos de opinião. Mas não, não acho que a publicidade, em sua essência, tornou-se algo obsoleto nestas terras tupiniquins. Temos cada vez mais brasileiros, campanhas e agências brasileiras premiadas e respeitadas mundo afora, somos referência em algumas áreas e nosso segmento tornou-se relevante para o mercado como um todo.

Entretanto, apesar de criativos, mídias, planejamentos e atendimentos gastarem todo o seu talento pensando em melhores práticas para os clientes, eles ainda não têm conhecimento de ferramentas que podem transformar o próprio dia a dia, que mudam radicalmente o modus operandi de um mercado que deve encabeçar inovação em todos os aspectos.

Por exemplo: quantas agências de publicidade apostam em tecnologias que podem reduzir os custos de seus clientes com cópias de fitas beta? Ok, é o meu mercado de atuação e fica impossível não reforçar que a utilização da tecnologia de streaming de vídeo para distribuição de filmes publicitários às emissoras reduz em 80% os gastos de anunciantes.

Mas esse é só um caso. Existem outros, como por exemplo a utilização de programas como o Trello para dividir com o cliente o andamento das demandas. É gratuito e absolutamente inovador. Ou seja: as agências são empresas tanto quanto seus clientes e pensar em utilização de ferramentas que facilitem o dia a dia das duas pontas é também uma forma de criar algo novo, que impacte e mude as tomadas de decisão.

Vejo agências sempre buscando maneiras de oferecer algo além do tradicional trabalho de publicidade. Vejo os publicitários querendo se reinventar, propondo novos modelos de atuação, sugerindo diferentes práticas que melhorem o ROI dos anunciantes e apostando em diversas formas de remuneração. Tudo isso é essencial para que mostremos o real valor da prestação do serviço, mas insisto que nossa missão, nos tempos atuais, é resguardar a saúde financeira dos clientes.

Trata-se de uma análise que cada agência precisa fazer internamente. Por que não mostrar para seu cliente que você o ajudou a reduzir brutalmente as despesas utilizando uma nova tecnologia presente no mercado? Ganha-se a confiança de quem paga a conta, garante-se a lisura do processo, contribui-se para um mercado mais transparente, correto e evoluído.

Inovação nem sempre é criar uma campanha matadora, ganhadora de Leões. Inovação é também mostrar ao cliente que a agência se preocupa com cada real que ele gasta, seja para obter o melhor retorno de campanhas, seja para economizar no que se gasta com as jurássicas fitas beta.

Aqui defendo uma completa integração entre todas as áreas. É um chamamento para que os financeiros e jurídicos das agências se reúnam com os departamentos de compras dos clientes. Garanto: você vai reduzir as contas do anunciante e ele vai sorrir de orelha a orelha. Quer apostar?

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