Destaques do Webshoppers – Balanço de 2013 e o que esperar de 2014 | Next Ecommerce

Destaques do Webshoppers – Balanço de 2013 e o que esperar de 2014

em mar 17, 2014:por

Alan Pascotto

Trabalha atualmente na eNext gerindo e dando apoio a diversos projetos de planejamento, implantação e gestão. Formado em Administração de Empresas pelo Mackenzie e Pós-Graduado em Marketing Digital pela FECAP.
Views18
relatório com diversos indicadores do e-commerce brasileiro

“Apesar da inflação elevada, próxima ao teto da meta, e do baixo crescimento econômico, 2013 foi positivo para o e-commerce brasileiro”. É assim que começa o primeiro capítulo da 29º edição do relatório Webshoppers divulgado pelo E-bit na semana passada. Ele consolida os dados do e-commerce brasileiro em 2013 e confirma as expectativas que haviam sido criadas.

Segundo o relatório, o setor de varejo online brasileiro faturou 28,8 bilhões de reais, um crescimento de 28% sobre o faturamento de 2012, que foi de 22,5 bilhões. O valor alcançado superou as expectativas de um crescimento em torno dos 25%, mostrando que apesar de todos os problemas econômicos e políticos que enfrentamos em 2013 o ano foi extremamente promissor para o e-commerce. Um dos pontos que merece bastante destaque é a consolidação do Black Friday, que movimentou R$ 770 milhões em um único dia, quebrando qualquer recorde anterior. Para 2014 o esperado é uma taxa de crescimento um pouco menor, de 20%, chegando-se a um faturamento de R$ 34,6 bilhões. Essa diminuição na taxa de crescimento se deve a diversos fatores que são melhor discutidos neste outro post.

A expansão do faturamento se dá, consequentemente, pela expansão do número de pedidos realizados, foram 88,3 milhões em 2013, valor 32% maior do que em 2012. O número de e-consumidores também aumentou em grandes proporções, ao longo do ano 9,1 milhões de pessoas realizaram sua primeira compra online. Com isso, o total de e-consumidores passou para 51,3 milhões, número também superior às previsões que haviam sido feitas no final de 2012. Espera-se que em 2014 mais 9 milhões de pessoas passem a compor o grupo de e-consumidores.

Com relação às categorias mais vendidas a categoria “Moda e Acessórios” consolidou sua liderança, representando 19% do volume total de pedidos, seguido pela categoria “Cosméticos/Perfumaria e Cuidados Pessoais/Saúde”. Ao final de 2012 elas representavam, respectivamente, 12,2% e 12% do volume total de pedidos. Isso mostra que os brasileiros estão cada vez mais propensos a experimentar a compra de diferentes produtos online, desmistificando a ideia de que só é possível comprar pela internet itens vistos como “commodities”, ou que não exigem uma experimentação. Ainda há, no entanto, um gargalo a ser resolvido na questão de trocas e devoluções dos produtos. É um processo que ainda precisa ser aprimorado no Brasil e por esse motivo recebe um capítulo dedicado ao assunto no relatório.

Outro ponto que foi apresentado e que é de extrema importância é a penetração da participação do m-commerce sobre o volume total de transações. Em janeiro de 2013 sua participação era de 2,5%, foi para 3,6% em junho e saltou para 4,8% em dezembro. Essa evolução deixa claro que as compras via dispositivos móveis ganham cada vez mais peso, e esses números só tendem a aumentar, tendo em vista o cenário atual de mercado mais maduros, como o americano e o inglês. Fica cada vez mais evidente que as lojas virtuais precisam investir em soluções que visam a mobilidade, tanto via aplicativos como via sites adaptados.

Seguindo a onda de mobilidade e integração entre os canais, o relatório abordou um tema que vem atraindo cada vez mais atenção e que ainda não é bem trabalhado, o conceito omnichannel. Hoje em dia os clientes esperam das empresas uma experiência única de compra em todos os canais, para eles, não há distinção entre a loja física e a virtual, ambas representam igualmente a marca e devem funcionar em sinergia, e não como unidades de negócio distintas. E é ai que mora o maior desafio para os varejistas, forçando-os a rever suas políticas de preços e de trocas, sua rede logística, os treinamentos para os vendedores e assim por diante.

Pensando em todos esses desafios o E-bit realizou um estudo nas lojas físicas de grandes marcas para verificar se os vendedores estariam preparados para o cenário multicanal. Dentre os pontos levantados, o que foi possível observar é que ainda há muito a se fazer para atender todas as necessidades do consumidor omnichannel. Na amostra pesquisada cerca de 2/3 dos vendedores checou a disponibilidade do produto na loja virtual, porém menos da metade deles efetivamente sugeriu a compra do produto pelo canal. O quadro é ainda pior quando se trata da comparação de preços entre os canais. A grande parte dos vendedores se mostrou indiferente à comparação, sendo que 25% deles chegaram a fazer algum tipo de comentário negativo sobre a internet. No que tange a equiparação de preços, apenas 1/3 dos vendedores aceitou negociar o preço do produto para chegar ao mesmo patamar da loja virtual.

Olhando os resultados de 2013 é possível verificar que o e-commerce brasileiro anda a passos largos, e não há indícios de que esse crescimento vá desacelerar. Porém ainda há muito a ser feito no aprimoramento dos processos e de todo o ambiente virtual brasileiro. Para 2014 teremos uma taxa de crescimento um pouco menor, porém ainda bem superior ao crescimento da economia e de outros mercados.

Quem tiver maior interesse pode fazer o download do relatório completo no seguinte link.

Deixe um comentário

O que achou do conteúdo? Compartilhe sua opinião:

Gostou do nosso conteúdo?

Deixe seu e-mail aqui e receba as novidades do mercado

eNext Dashboard

eNext Dashboard

SLI Systems

SLI Systems

Calendário

 
JUL 25