Impressora 3D – Um mercado que começa a nascer

em out 11, 2013:por

Rodrigo Fadel

Sócio e CFO da eNext, é formado em Administração pela FGV-EAESP. Trabalhou com consultoria financeira, gestão de qualidade e processos na Telefônica e na controladoria do Banco Itaú.
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Essa nova tecnologia de impressão em 3D vem ganhando espaço no dia a dia das pessoas e criando um novo mercado, ou melhor, novos modelos de negócio. Entretanto, essa tecnologia não é tão nova. Ela possui aproximadamente 30 anos, porém seu alto custo restringiu seu uso a algumas industrias e setores específicos durante todo esse tempo.

1Foi somente nos últimos anos, com o barateamento dos equipamentos e materiais para impressão que a tecnologia se tornou acessível para as pessoas comuns, embora ainda esteja longe de podermos dizer que está popularizada. Seu uso ainda restrito a algumas centenas de milhares de usuários, mas muito em breve devemos ver essa tecnologia entrando na vida de milhões de pessoas.

E isso abre um leque enorme de possibilidades, revolucionando produtos, serviços e a forma de comprar e vender. Visando esse enorme potencial de mercado, já surgiram empresas com variados modelos de negócio para explorar esse nicho. E é claro que o e-commerce também está inserido nesse desafio.

Ainda não está claro se haverá, nem qual será o modelo de negócio dominante, mas hoje destacam-se empresas que se propõem a imprimir em 3D utilizando diversos materiais, desde plásticos até metais como ouro. Algumas enviam para o cliente o produto acabado e outras onde vendem o arquivo de design para que os clientes imprimam em sua casa, sem necessidade de envolver logística de entrega/reversa no processo.

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Na verdade, os modelos são até complementares, pois o consumidor pode comprar o design em uma loja e mandar imprimir em outra, caso não tenha a impressora em casa ou prefira utilizar um material diferente daquele que possui.

O consumidor passa a ter uma papel muito mais ativo no processo de produção do produto, já que agora ele pode escolher em qual ou quais materiais será impresso, pode fazer ajustes e alterações conforme a sua vontade e pode até criar seus próprios produtos.

Isto abre também novas possibilidades de mercado para artistas e designers dos mais variados setores, pois reduz significativamente a barreira de entrada no mercado. Não será mais necessário investir em materiais e produção em escala para só depois chegar ao consumidor. Cortam-se etapas e custos e novas ideias podem ser “testadas” mais facilmente.

O desafio é entender como será esse relacionamento com o consumidor, que deixa de simplesmente comprar produtos. Como isso impacta o relacionamento com a marca, a personalização de produtos, o mercado de massa, a produção de produtos exclusivos, etc. Estas questões estão no ar e nós acompanharemos esse processo de desbravar e amadurece o mercado nos próximos anos.

Para aqueles que se interessaram pelo tema, sugiro que conheçam algumas das empresas que já atuam nesse mercado, como Shapeways e Cubify. Vocês vão poder verificar que o preço já se encontra em patamares interessantes para alguns produtos, com opções de impressão ao custo de alguns centavos de dólar por centímetro cúbico.

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