Self-service do webdesign e suas implicações | Next Ecommerce

Self-service do webdesign e suas implicações

em mai 16, 2014:por

Victor Ferrante

Victor Ferrante é formado em Publicidade e Propaganda pela PUC-SP, fascinado por e-Commerce e design. Colaborador da eNext e NextEcommerce.
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Webdesign Self-service

Há poucos anos a construção de um website exigia linhas e linhas de codificação e um conhecimento amplo da área.

Hoje, estamos vivendo na época do webdesign em self-service, com a popularização de plataformas como o Squarespace e o Wix, o pequeno empresário possui opções baratíssimas ou até gratuitas para a produção de um site, e o melhor: em poucas horas – sem nenhum conhecimento técnico.

Essas plataformas são uma mão-na-roda para os empresários que estão começando agora, pois oferece a aqueles sem conhecimento nenhum a possibilidade de lançar um belo de um site em minutos. Tudo que precisa ser feito é escolher um template, subir as imagens e textos: publicar.

Para a maioria deles, elas economizarão dinheiro e tempo(muito), permitindo-os a movimentação de esforços para outra áreas, como o comercial ou operações. Contudo, os webdesigners e developers podem estar pensando se a tecnologia ultrapassou os limites, será que seus empregos estão em cheque por causa dessas plataformas? Independente do que você pensou, a resposta é não.

A moda do Self-Service

O Squarespace é, na verdade, uma grande parte da automação dessa moda que a cada dia se espalha mais, entre as mais diversas indústrias e muito além de websites pessoais. No espaço do e-commerce, o Shopify é a plataforma mais comum de “self-service”, ela permite que os usuários criem lojas virtuais funcionais com poucos cliques, e alguns uploads de produtos. Se formos um pouco além, no espaço do eventos temos algumas plataformas como a Splash e Attending que fazem o mesmo papel.

Todas essas plataformas, sejam elas de eventos, sites institucionais ou no próprio e-commerce, estão tornando um processo que uma vez foi longo, demorado e técnico em um livre de códigos. Isso é somente o começo, com o movimento ganhando força no mundo, entre tudo quanto é segmento, muitos pensarão que pode gerar problemas para os designers, desenvolvedores, implantadores, etc. Mas vamos com calma, não podemos acabar com o valor de um profissional de TI por causa disso, essas plataformas possuem limitações (e muitas).

As limitações das plataformas Self-Service

Embora essas plataformas podem ser o arroz com feijão de muitos freelancers e pequenos empresários que precisam “somente de um site”, elas são meros frameworks construídos para a massa e deixa a desejar no que se diz respeito a funcionalidades complexas e sofisticadas que são exigidas por negócios de maior reputação. Soluções “não tão inovadoras” talvez não sirvam para aquele negócio que precisa de um menu em dropdown complexo, opções de navegação singulares, filtragem de categorias, cupons e vale-presentes.

Todas essas características devem ser customizadas singularmente para cada modelo de negócio e suas necessidades, elas exigem uma programação mais complexa, muitas vezes tendo que ser feitas do zero. O próprio Shopify ficaria aleijado se tivesse que carregar todas as necessidades de empresas como a Flaminga, com sua filtragem sofisticada e o provador virtual, uma solução que permite que a pessoa monte seu biotipo e caia numa vitrine de cortes específicos para seu tipo de corpo.

Isso excluindo os e-commerces de grande porte, como o Walmart e Cia que somente pelo seus volume de produtos, fotos e árvore de categorias já estão muito além das capacidades dessas plataformas. Seria o equivalente a comprar um Smart para levar a galera pro churrasco, o Smart é super utilitário, mas tem suas limitações, não adianta querer colocar um elefante dentro.

Com esses tipos de limitações, acho difícil dizer que os webdesigners e desenvolvedores estão a mercê do mercado, podemos dizer que essa área está segura por uma boa quantidade de anos ainda, contudo a probabilidade dos próprios desenvolvedores construírem plataformas mais robustas não pode sair da cabeça de ninguém.

O que fazer para se adaptar?

A evolução da automação desse processo deverá somente afetar aqueles designers e desenvolvedores que não conseguem adicionar valor aos templates. Eles precisam trabalhar em conjunto para desenvolver templates atrativos, funcionais que podem ser utilizados ao longo de múltiplos projetos e pessoas. Os profissionais que tem problema para colocar uma coisinha ou outra nos templates pré-definidos sofrerão muito para acompanhar o mercado.

As plataformas self-service, podem ter suas limitações, mas as soluções por templates não irão embora. Adaptando-se de acordo e abraçando essas soluções pelos seus valores, desenvolvedores devem dormir tranquilamente, sabendo que ainda possuem seu valor intocado.

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