O preço do próprio negócio

em mai 21, 2015:por

Clement Aboulafia

Graduado em Física, pela Universidade de Sorbone, Paris VI. Sócio-diretor da Ezconet, desde a fundação da empresa. Com cerca de 20 anos de experiência no mercado de TI e logística, o executivo tem em sua trajetória a distribuição de aparelhos celulares, fulfillment para as operadoras de telefonia, e a criação da Zets.
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Alex foi um desses comerciantes típicos. Fez sucesso nos anos 2000 com uma loja bem situada, vários empregados, capital de giro, estoque repleto de ótimos produtos e 6 anos de contínuo crescimento.
Mas, em 2006 e 2007 o empresário só empatou e, com a crise de 2008, o prejuízo começou. Com custos fixos que rapidamente consumiram o lucro dos anos anteriores e, depois de muita insistência, não viu alternativa a não ser fechar o negócio. Colocou tudo a perder.

Alex acabou optando por tentar entrar no mercado de trabalho. Com idade avançada, o ex comerciante estava com dificuldades de encontrar uma boa colocação pois estava obsoleto.

Um dia Alex recebeu um e-mail sobre a oportunidade de tornar-se empresário adquirindo uma loja virtual. Sem muita convicção ele resolveu pedir informações e acabou conhecendo o sistema de franquias e, de repente, percebeu a chance de voltar a ser um empresário podendo utilizar toda a clientela que ele já tinha, sem ter que se preocupar com os custos fixos que o oprimiam. Alex percebeu que era o modelo do futuro. Com essa oportunidade o ex comerciante poderia ter superado a crise, sem fechar o negócio.

Alex acaba adquirindo uma franquia e recupera a sua autoestima. Torna-se dono de um negócio, retém novos clientes e fica com o lucro líquido sem se preocupar com aluguel, estoque, funcionários, contador, conta de luz, água, condomínio, utilizando realmente o potencial que ele tinha, ou seja, saber vender e empreender.
Ao contrário da loja física, o capital de giro que é extremamente caro no Brasil passa a ser nulo; despesas com frete e transporte é zero; entre outros benefícios.

Para se ter uma ideia de gastos/investimentos, os custos mensais de uma loja física tradicional chegam a 17 mil reais. Enquanto uma loja virtual tradicional por volta de 15 mil e, a franquia online, 1 mil reais. As duas primeiras perdem por ter a responsabilidade de pagar aluguel, folha de pagamento, publicidade, sistemas de tecnologia e, ainda, os custos de logística da loja na internet chega a ser muito relevante.

Não é a toa que o negócio online tem ganho espaço na vida de empreendedores. Além dos benefícios comparados a loja física, a cada ano que passa, aumenta de forma considerável o número de vendas em todo o mundo. Dados da E-bit mostram que o faturamento do setor com vendas de bens de consumo foi de R$ 35,8 bilhões.

O que representa um crescimento nominal de 24% em relação a 2013, quando se vendeu um total de R$ 28,8 bilhões. O número de pedidos feitos via internet, em 2014, foi de 103,4 milhões, quantidade 17% maior que o registrado no ano anterior (88,3 milhões).

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