Plano de negócio, sim ou não?

em jul 13, 2015:por

Redação Next Ecommerce

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POR MARCELO NAKAGAWA – Vai abrir um negócio e está confuso sobre como planejá-lo da melhor forma para reduzir os riscos e aumentar as chances de sucesso?

Antes de iniciar o voo, reflita sobre a diferença entre planejar, planejamento e plano. Boa parte da confusão começa aqui. Quem melhor esclareceu este ponto foi Henry Mintzberg, em seu livro Safári da Estratégia (Ed. Bookman, 2010). Planejar é levar o futuro, de alguma forma, em consideração. Toda vez que pensamos em abrir um negócio, intuitivamente, já começamos a planejá-lo. E muitos já abrem a empresa assim, e quebram a cara. Deveriam ter feito um melhor planejamento – que, na prática, é a adoção de um método para levar o futuro em consideração. Dados do Sebrae indicam que as empresas que sobrevivem aos primeiros cinco anos investem, em média, 14 meses em planejamento. Dez meses a mais do que as que quebram neste mesmo tempo.

Durante muitos anos, o único planejamento indicado por especialistas era o plano de negócio tradicional. Mas, recentemente, novas formas têm sido desenvolvidas: Effectuation, Canvas do Modelo de Negócio, Customer Development, Design Thinking e Lean Startup, entre outras.

Depois do planejamento, surge enfim o plano, que nada mais é do que a tangibilização do planejamento – do latim planum, que significa “superfície lisa”. Os planejamentos sempre necessitaram de planos para serem comunicados e explicados. Dessa forma, as páginas de um plano tradicional de negócio se enquadram nesta categoria. Mas os resultados tangíveis dos demais métodos também representam exemplos de planos de negócio.

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O plano de negócio sempre deve ser elaborado, para que o empreendedor organize o seu planejamento e, eventualmente, o comunique para parceiros, colaboradores e investidores, entre outros públicos.

Mas qual método é o mais indicado para o seu caso? A resposta depende de dois contextos principais. No primeiro deles, o desenvolvimento do plano de negócio é obrigatório por alguma razão. Fontes de recursos com BNDES, FINEP, FAPESP e alguns investidores privados, por exemplo, pedem um plano de negócio como documento obrigatório no processo de solicitação do investimento. Em casos assim, o método e o modelo de plano são explicados previamente. Cabe a você segui-los fielmente.

O segundo contexto é o que gera mais dúvidas, pois a elaboração do plano depende da vontade do empreendedor. Nessa situação, é preciso levar em consideração o nível de inovação da ideia e a necessidade de investimento. O nível de inovação está relacionado à compreensão do mercado quando a ideia é explicada. Negócios mais tradicionais, como uma padaria ou um posto de combustíveis, são facilmente compreendidos pelo seu público-alvo. Mas soluções como o Twitter ou Youtube nem tinham um público-alvo bem definido quando foram criadas. A necessidade de investimento é algo subjetivo. R$ 5 mil pode ser muito para alguns, e muito pouco para outros.

Considerando a relação entre nível da inovação e necessidade de investimento, se ambos forem baixos, elabore um plano seguindo o método Effectuation. Elaborado por Saras Sarasvathy, da Universidade da Virgínia (EUA), incentiva a pessoa a iniciar seu negócio investindo muito pouco – a partir daquilo que ela é, quem conhece e o que sabe fazer.

Sua ideia de negócio é muito inovadora, mas consegue testá-la em pequena escala? Entenda como o Design Thinking pode contribuir para tangibilizar essa inovação, chegando ao ponto em que seu produto seja demandado pelo mercado.

Se sua ideia é muito inovadora, mas será necessário um grande investimento para torná-la um sucesso, comece a planejá-la considerando o Customer Development. Cunhado por Steve Blank, da Universidade de Stanford, este método de planejamento parte do pressuposto de que a ideia é tão inovadora que, antes de iniciar o negócio, é preciso descobrir quem são os verdadeiros clientes, se eles validam a ideia e se irão realmente comprar o produto, sempre investindo muito pouco nestas etapas. Este método é quase sempre complementado por outro, o Lean Startup.

Se o negócio for mais tradicional, mas exigir muito investimento por parte do investidor, o plano tradicional de negócio pode ser muito útil. Este é o método mais popular, mas tende a ser mais útil nesta situação.

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Por fim, seja qual for o seu caso, antes de fazer o plano, aprenda a elaborar o Canvas do Modelo de Negócio da sua ideia. Em pouco tempo, conseguirá visualizar todos os principais aspectos da sua empresa.

Se pretende voar alto com seu negócio, o conselho do escritor e aviador Antoine de Saint-Exupery sempre deve ser lembrado: “Um objetivo sem um plano é apenas um desejo”.

DE PEGN

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