Por que o e-commerce é tão valioso em momentos de crise?

em mai 05, 2015:por

Redação Next Ecommerce

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Os tempos atuais estão difíceis para a economia, pequenas e médias empresas e, principalmente, para os que estão prestes a iniciar um negócio. No primeiro bimestre deste ano, o número de novas empresas abertas apresentou uma queda de 7,2%, a primeira em cinco anos.

Entretanto, nem tudo está perdido: especialistas aconselham que, embora não seja o momento para abrir seu negócio, uma das alternativas para os empreendedores é o e-commerce. O setor, em 2014, teve crescimento de 24% – para este ano deve manter-se no mesmo ritmo.

Em evento promovido pelo UOL para o projeto Impulso Digital, canal de apoio a empreendedores, o consultor e diretor de marketing da Câmara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico), Gerson Rolim, afirma que o comércio eletrônico tende a crescer mais em momentos de crise do que em momentos normais. “Em momentos de crise, quando o real esta com um valor muito maior do que realmente tem de valor de face, se você possui ferramentas de busca e de comparação de preços que te dá certeza de que você vai pagar o menor preço, você não vai deixar de comprar”, disse.

Um dos problemas que o Brasil enfrenta e que o e-commerce acaba solucionando é o tamanho do País: o varejo físico não consegue alcançar todos os consumidores brasileiros, algo que só o comércio eletrônico é capaz de fazer, segundo Edson Rigoratti, da Astella Invest. Ele também explica que um dos motivos para se investir no e-commerce é que ainda faltam produtos à venda no Brasil pela internet, e por isso os consumidores compram em sites do exterior – no ano passado, por exemplo, foram mais de R$ 30 bilhões comprados em sites como o AliExpress.

A inflação é o segundo problema, já envolvendo a economia. Segundo o Banco Central, a previsão para este ano é de atinja 8,13%, um índice muito acima do limite de tolerância do mercado – e é nesse ponto que os comparadores de preços, como o Buscapé e o Zoom, chamam o e impulsionam o comércio digital.

É inegável que a tendência é que tudo se concentre no mundo eletrônico, vista a concentração de oferta dos mais diversos serviços feita através de meios digitais e o “boom” dos serviços de streaming. E os novos empreendedores e empreendedoras também devem seguir este caminho – mesmo que, a princípio, pareça ser uma transição difícil.

Para Gerson, são três os pontos que devem ser trabalhados em novos negócios digitais: a mídia online, a logística e os meios de pagamento. “É um mercado em que o consumidor é mais exigente do que no comércio físico. Se ele ficar um minuto sem assistência, a empresa perde a venda”, explicou. São algumas dificuldades a serem enfrentadas e que, para os especialistas, demanda apenas planejamento, foco, rapidez e uma estratégia escalável, que vá levando ao crescimento em a partir de cada etapa concluída. “É impossível ir contra a tendência”, concluíram.

POR JÚLIA MIOZZO DA INFOMONEY

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