Quarta Edição do Índice de Confiança do Varejista no Comércio Eletrônico | Next Ecommerce

Quarta Edição do Índice de Confiança do Varejista no Comércio Eletrônico

em fev 03, 2014:por

Gabriel Lima

Gabriel Lima é Graduado em Publicidade & Propaganda pela ESPM e Mestre em Administração de Empresas pelo Insper com ênfase em estratégia. Diretor da Enext, empresa líder em consultoria, marketing digital e soluções para e-commerce e professor da Business School São Paulo.
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A quarta edição do índice de confiança do varejista no comércio eletrônico brasileiro trás indicadores sobre as expectativas e o comportamento dos empresários em relação ao e-commerce para o primeiro semestre do ano de 2014, ano com diversos fatores que tendem a aumentar a volatilidade do mercado e possivelmente causar desconfiança dos varejistas para investirem nas iniciativas de vendas pela internet. Fevereiro, que é um mês relativamente curto e vale de sazonalidade não terá o Carnaval que acontece apenas no inicio de Março, impactando nas vendas do primeiro trimestre.

Outro fator é a Copa do Mundo de Futebol nos meses de Junho e Julho, que pode trazer um impacto significativo para segmentos que lidam com turismo, entretenimento e mesmo o varejo de eletroeletrônicos, porém outros setores do varejo podem ser afetados com os pontos facultativos que serão decretados nos dias de jogos. Finalmente teremos as eleições presidenciais que acontecem em Outubro e podem agitar a cena macroeconômica com indefinições a respeito da política monetária e fiscal. Além disso, o baixo crescimento do PIB e a grande pressão inflacionária devido ao aumento do dólar, que esta levando a um  aumento da taxa básica de juros, esta impactando diretamente o crescimento do varejo físico, que pode mostrar um menor apetite para investimentos no canal online. Neste cenário a pesquisa foi realizada dos dias 21 a 28 de Janeiro e contou com a participação de mais de 70 respondentes. O método adotado levou em consideração os mesmos critérios utilizados nas três edições anteriores.

O primeiro índice analisado levou em consideração qual a categoria de negócio o e-commerce pertence e, neste caso pode-se observar uma queda significativa nos varejistas apenas virtuais (Pure Play) de 42,5% na pesquisa anterior para 37% neste período, tendência esta que esta se tornando mais comum devido a experiência cada vez mais completa exigida pelos consumidores e notada pelos varejistas como visto no estudo Experiência de convergência On e Off line. Também é interessante notar o aumento considerável de players no segmento Marca e Indústria saltando de 15% para 19,2%, que tendem a ser cada vez mais comuns na cena digital com a desintermediação de canais.

 

  Figura 1: A qual categoria de E-commerce seu negócio pertence?

Fonte: eNext Consultoria

 

O segundo indicador trata da expectativa de investimentos para o próximo trimestre e nele pode-se observar uma queda em relação a confiança no canal, onde observa-se o maior indicador histórico de diminuição de investimento, chegando a 6,9% dos respondentes. Esta situação pode ser explicada possivelmente pelos fatores mencionados acima como sazonalidade (Inicio de ano), Copa do Mundo, Eleições e baixo crescimento da economia. Por outro lado, é importante notar que a incidência de respondentes que pretende aumentar os investimentos manteve-se estável na casa dos 70%, mostrando a força que o crescimento do canal ainda representar na confiança dos varejistas.

 

  Figura 2: Qual sua expectativa de investimento em E-commerce para os próximos três meses?

Fonte: eNext Consultoria

 

O terceiro e último indicador apurado questiona os varejistas sobre qual serão suas prioridades do ponto de vista de investimentos para os próximos três meses. Email Marketing, com 57,5% das intenções de investimento continua a ser o investimento mais importante para os varejistas. Este modelo de fidelização e relacionamento com os consumidores tem se tornado cada vez mais inteligente e essencial para o desempenho do comércio eletrônico e os varejistas tem percebido e investido nesta solução. Os principais destaques desta análise foram o crescimento significativo da intenção de investimento em Web Analytics, passando de 32,5% para 41,1%, e a redução da intenção de investimento em plataforma tecnológica. O primeiro é um caminho natural dos negócios digitais que requerem análise constante para otimizarem sua performance, já o segundo pode ser explicado pela redução dos custos de plataforma tecnológica, onde a maior parte dos fornecedores de soluções esta adotando modelos de remuneração variável de acordo com o volume de vendas, além da flexibilização do front-end para desenvolvimento pelo próprio cliente e parceiros.

 

  Figura 3: Quais são as suas prioridades de investimento durante os próximos três meses?

Fonte: eNext Consultoria

 

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